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No BarreiroOs Sapatos Mágicos e Dois Tempos

A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo vai apresentar no Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), no Barreiro, os bailados Os Sapatos Mágicos e Dois Tempos, nos dias 28 e 29 de Outubro, respectivamente.

2 min de leitura
No Barreiro Os Sapatos Mágicos e Dois Tempos

Por Jornal Rostos

Os Sapatos Mágicos realiza-se às 16h00 e tem entrada livre para a comunidade escolar. Destinada a crianças entre os seis e os 12 anos, a iniciativa tem a duração de cerca de 25 minutos. O espectáculo é interpretado por Cláudia Sampaio, Liliana Mendonça, Rita Reis e Gustavo Oliveira. A coreografia e a narração são de Susana Lima.
Numa terra longínqua existem uns sapatos que têm um poder mágico: Quem os calça e pensa em coisas bonitas voa para um lugar diferente do nosso, onde tudo ganha vida e onde acontecem muitas aventuras....

Dois Tempos, com início às 21h30, inclui A Família Tavares - com coreografia de Jan Linkens e música de Jacques Offenbach (excertos de Gaité Parisienne); Eurídice e o Instante – com coreografia de Vasco Wellenkamp e música de Phillip Glass – Concerto para violino e orquestra (segundo Andamento) e ainda Dois Tempos – com coreografia de Vasco Wellenkamp e música Tabula Rasa-Arvö Part. A entrada é livre.
“Dois Tempos e Eurídice e o Instante trabalham sobre o tempo e o espaço. Há, portanto, uma relação que se transfere do primeiro para o segundo bailado. Em Dois Tempos interessa-me mais o tempo percebido qualitativamente, a rapidez e a lentidão da sua passagem, e o modo como reflecte ou pode representar diferentes estados de espírito. Em Eurídice e o Instante trabalho mais sobre a própria duração. Sobre o tempo que flui indefinidamente. A partir da linha desenhada pela música de Glass, através da repetição dos seus motivos melódicos e rítmicos, tento encontrar uma segunda linha que, sucessivamente, procura escapar-lhe e envolver-se com ela. Nesta tensão entre desvio e entrega, o movimento deste homem e desta mulher percorre a música como um lugar, ou instante, construído para a estranheza da sua relação. O terceiro bailado do programa, Família Tavares, tem como princípio narrativo as reuniões anuais de uma família para construir uma paródia a partir da música de Offenbach.” (Vasco Wellenkamp).

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