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Moldura

Em LisboaCiclo de Piano na Gulbenkian
Stephen Kovacevich

Integrado na Temporada Gulbenkian de Música, Ciclo de Piano, na terça, 10 de Janeiro, pelas 19 horas, no Grande Auditório, a presença de Stephen Kovacevich.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Temporada Gulbenkian de Música
Ciclo de Piano

Terça, 10 de Janeiro, 19h00
Grande Auditório

Stephen Kovacevich Piano

Alban Berg
Sonata para Piano, op.1
Ludwig van Beethoven
Sonata Nº 28, em Lá Maior, op.101
Bagatela em Sol Maior, op. 126 nº 1
Bagatela em Sol menor, op. 126 nº 2
Bagatela em Sol Maior, op. 126 nº 5
Bagatela em Mi bemol Maior, op. 126 nº 6
Franz Schubert
Sonata Nº 23, em Si bemol Maior, D.960

Stephen Kovacevich é sem dúvida um dos mais reputados pianistas no panorama musical da actualidade. Nascido em Los Angeles, fixou residência em Inglaterra ainda com 18 anos, onde prosseguiu os seus estudos com Myra Hess. Desde então, afirmou-se enquanto um dos expoentes máximos do piano na actualidade, actuando nas mais reputadas salas de concerto e gravando uma ampla e internacionalmente premiada discografia para as principais editoras, na qual estão representadas obras de Beethoven, Schubert, Brahms, Debussy, Prokofiev, entre outros. Apesar de centrar o seu repertório nos períodos clássico (cujas releituras são frequentemente enaltecidas) e romântico, Kovacevich irá interpretar no seu recital no Grande Auditório Gulbenkian a Sonata para Piano, op. 1, de Alban Berg, uma obra essencial na música do século XX, composta por um dos compositores integrantes da chamada 2ª Escola de Viena, referência que se enquadra num dos percursos programáticos propostos pelo Serviço de Música para a presente Temporada (Viena nas Primeiras Décadas do Século XX: Da Tradição Romântica à Vanguarda Expressionista). O programa será complementado pela interpretação de diversas obras do último período de Beethoven (algumas bagatelas e a Sonata op. 28), que se tornaram basilares na codificação de uma historiografia musical erudita no século XIX. A veneração de Beethoven e, particularmente das suas últimas obras, foi central para o estabelecimento do paradigma do génio romântico, cujas obras revelariam elementos metafísicos exclusivamente acessíveis através da música instrumental. A ligar cronologicamente a chamada 1ª Escola de Viena à chamada 2ª Escola de Viena, foi seleccionada ainda para este recital a Sonata Nº 23, de Franz Schubert. Um programa variado e de altíssima exigência técnica e expressiva, executado por um dos maiores vultos do panorama pianístico.

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