João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da MoitaFórum Cultural José Manuel Figueiredo um espaço de encontro de reconhecida qualidade

Por Jornal Rostos
João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, em entrevista à Artemrede, fala sobre a importância deste espaço cultural.
Qual a missão e os objectivos do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo?
O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, que inaugurámos no dia 25 de Abril de 2005, é um equipamento multifacetado que aposta numa oferta qualificada e variada nas diferentes valências que dispõe: Auditório, Café/Concerto, Galeria de Exposições e um Pólo da Rede de Bibliotecas Municipais.
Para nós, a missão deste moderno equipamento é que este se constitua como um espaço de cultura, aprendizagem e de actualidade artística com o intuito de prestar um serviço público ao promover o acesso generalizado da população a diferentes actividades culturais.
Idealizámos para este espaço uma programação de qualidade e diversificada em diferentes artes, como a música, a dança, o teatro e o cinema. Pensamos que este nosso objectivo está a ser cumprido, até porque, desde a sua abertura já passaram pelo palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo nomes como Mário Laginha e Bernardo Sasseti, Janita Salomé e Vitorino, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Delfins, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, Artistas Unidos, Paulo de Carvalho, José Mário Branco, Jorge Palma, Donna Maria, Pedro Abrunhosa, entre outros.
Segundo notícias veiculadas na imprensa, as metas deste equipamento cultural passam pelo aprofundamento da cooperação com associações e colectividades do concelho, promoção do debate público, o estabelecimento de parcerias e formação de públicos. Que acções concretamente no âmbito social?
Na área educativa, promovemos já um espectáculo de dança, “Sapatos Mágicos”, pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, dirigido às crianças das nossas escolas para que, desde cedo, comecem a desenvolver o gosto pelas mais variadas formas de cultura. Esta é também uma forma de dar a conhecer este novo espaço às crianças e também aos seus familiares.
Queremos que o Fórum Cultural acolha as diversas iniciativas, sejam no campo teatral, musical ou outro, que o nosso Movimento Associativo desenvolve habitualmente nas suas sedes, mostrando assim a um maior número de pessoas o que de melhor se faz nas associações e colectividades do concelho da Moita.
Os nossos jovens têm também aqui um espaço onde podem demonstrar a sua criatividade. Temos acolhido alguns ciclos de cinema promovidos por um jovem do Município da Moita e estamos sempre abertos a novas propostas e sugestões.
É para nós fundamental que o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, um espaço de encontro de gentes, apoie, divulgue e valorize os projectos locais de reconhecida qualidade.
O Fórum Cultural está inserido numa programação em rede. Qual a importância?
Para nós é fundamental mantermos uma programação de elevada qualidade. Neste âmbito, o facto de estarmos inseridos numa programação em rede vai ao encontro deste nosso objectivo, uma vez que permite aumentar e diversificar a oferta de espectáculos.
A adesão do Município da Moita à ARTEMREDE – Teatros Associados vem, pois, dar continuidade e reforçar a estratégia de desenvolvimento cultural delineada pela Câmara Municipal para o concelho da Moita.
Fala-se tanto de descentralização cultural, de que forma o público adere?
O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo tem tido uma excelente aceitação por parte da população não só do concelho da Moita, mas de toda a Região de Setúbal.
É importante frisar que o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo resulta da recuperação do ex-Cine Parque da Baixa da Banheira que foi um marco na vida cultural e social da Baixa da Banheira e de todo o concelho da Moita por mais de trinta anos. Aliado a este facto está, como já referi, uma programação variada, com bastante qualidade a custos simbólicos, o que faz com que os diferentes públicos adiram às diversas iniciativas que decorrem no Fórum Cultural.
Qual o valor total de investimento no projecto de recuperação?
O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo resulta de uma intervenção de recuperação da Câmara Municipal da Moita no edifício do ex-Cine-Parque da Baixa da Banheira, no âmbito da ORUVBB – Operação de Revitalização Urbana da Vila da Baixa da Banheira, que envolveu um investimento total de cerca de 2 600 000 euros.
José Manuel Figueiredo lutou pela liberdade e por este espaço. O que é que ele fez com que se destacasse e que mereça esta homenagem?
José Manuel Figueiredo foi um lutador político; militante anti-fascista, viria a ser, depois da Revolução de Abril, deputado à Assembleia Constituinte, notabilizando-se, mais tarde, à frente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira e, por fim, destacando-se como vereador na Câmara Municipal da Moita.
Um cidadão a tempo inteiro que se revelou exemplar como sindicalista e como activista e dirigente do Movimento Associativo, um inesgotável criador de ideias e impulsionador de movimentos, que agia em todos os terrenos, desde o cultural ao desportivo e ao social, tanto na terra que o viu nascer como nas cidades de França, onde viveu como exilado político, é o pouco que se pode dizer de uma figura como a de José Manuel Figueiredo.













