Delegação de Setúbal marca presença na TunísiaARQUEOLOGIA UNE AS DUAS MARGENS DO MEDITERRÂNEO
Por Jornal Rostos
Essa reunião destina-se à preparação de um Corpus sobre a civilização fenícia e púnica/cartaginesa. Projecto sem dúvida ambicioso, que proporcionará, através da compilação da cultura material, a devida valorização de uma herança comum que uniu as duas margens do Mediterrâneo, do século VIII a. C. ao séc. IV a. C.
A Arqueologia mostra que são mais fortes as razões que nos unem do que eventuais acidentes de percurso que possam dificultar o diálogo entre as margens do nosso pequeno mar.
Estudo da acrópole de Alcácer do Sal
A delegação portuguesa é constituída por arqueólogos que se têm dedicado ao estudo da temática, nas Universidades de Coimbra (Raquel Vilaça) e Lisboa (Ana Margarida Arruda) e no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares).
A presença do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal nesta reunião decorre essencialmente do projecto de investigação que tem desenvolvido no Sado, do qual resultou o estudo da acrópole de Alcácer do Sal, do povoado da colina de Santa Maria, na área urbana de Setúbal, e sobretudo a descoberta, escavação e estudo da feitoria fenícia de Abul, o primeiro estabelecimento comprovadamente de fundação fenícia na costa portuguesa.













