Saltar para o conteúdo
Moldura

TAS em Setúbal apresentaAs Aventuras de João Sem Medo

. Proibida a entrada a quem não estiver espantado de existir

“As Aventuras de João Sem Medo” é a 103ª produção do TAS, que está em cena no Teatro Municipal Luísa Tody, em Setúbal.
Este é um espectáculo que tem por base um texto José Gomes Ferreira, com adaptação e Direcção Carlos Curto.

João Sem Medo, somos nós, ou muitos de nós, que nos refugiamos na utopia, no sonho, acabando a maior parte das vezes, não resignados, mas antes num estado de sobrevivência quotidiana, na esperança que um João qualquer, mas sem medo, desmantele o “Muro” que nos priva do livre pensamento. “– salienta o TAS.

4 min de leitura
TAS em Setúbal apresenta As Aventuras de João Sem Medo

Por Jornal Rostos

"Poucos livros conseguiram operar de forma tão nítida este prodígio:
Foi escrito para a juventude, mas os chamados adultos identificaram-se plenamente com o universo mágico que ele encerra"

José Jorge Letria

Recorrendo a um imaginário mágico, prodigioso de imaginação e engenho narrativo, João Sem Medo é “…um rapaz que vive em Chora-Que-Logo-Bebes …onde os homens, perdidos dos enigmas da infância, haviam instalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos.”
Fábula fantástica por vezes de inspiração surrealista, retrata um “estar” que, de todo, não nos é alheio, “…os choraquelogobebenses — infelizes chorincas que se lastimavam de manhã até à noite — mal tinham força para arrastar o bolor negro das sombras…” transporta-nos de uma imagem de um Portugal – Estado Novo, para a nossa vivência num país que no século XXI mantém inalterável um estado de espírito, “…a andarem de monco caído, sempre constipados por causa da humidade, e a ouvirem com delícia canções de cemitério ganidas por cantores trajados de luto, ao som de instrumentos plangentes e monótonos.”
João Sem Medo, somos nós, ou muitos de nós, que nos refugiamos na utopia, no sonho, acabando a maior parte das vezes, não resignados, mas antes num estado de sobrevivência quotidiana, na esperança que um João qualquer, mas sem medo, desmantele o “Muro” que nos priva do livre pensamento. “…um dia, João Sem Medo farto de tanta chorinquice e de tanta miséria que gelava as casas e cobria os homens de verdete, disse à mãe…”

O Autor José Gomes Ferreira

José Gomes Ferreira imortalizou-se no campo da Literatura Portuguesa nas áreas da Poesia e da Prosa. Natural do Porto, formou-se em Direito em 1924, tendo sido cônsul na Noruega entre 1925 e 1930.
Após o seu regresso a Portugal, enveredou pela carreira jornalística. Foi colaborador de vários jornais e revistas, tais como a Presença, a Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes.
Pertenceu à geração do Novo Cancioneiro, com evidentes influências surrealistas, simbolistas, e sobretudo neo-realistas. José Gomes Ferreira foi um representante do artista social e politicamente empenhado nas suas reacções e revoltas face aos problemas e injustiças do mundo.
A sua mensagem, sempre actual, é a vivência real de um homem e autor com os cinco sentidos despertos para tudo o que o rodeia, colocando o seu individualismo ao serviço da urgência do social.
A sua vasta obra reflecte este seu desejo de mudar esse Mundo, o que acreditava fazer com o poder da palavra.

Ficha Técnica
103ª Produção
| Estreia 4 de Outubro
| 21h30
| Fórum Municipal Luísa Todi
Texto José Gomes Ferreira

Adaptação e Direcção Carlos Curto

Assistente Miguel Assis

Interpretação
.Célia David
.Duarte Victor
. Isabel Ganilho
. José Nobre
. Miguel Assis
. Nuno Machado
. Sónia Martins

Figurinos
Rita Carrilho
Teresa Pires

Espaço Cénico
Carlos Curto
Rita Carrilho
João Carlos

Grafismo
Eduardo Hall

Banda Sonora
Carlos Curto

Música
Projecto GoG
[Genoveva Faísca | Pedro Antunes | Luís Vitorino]

Voz Off
Carlos Rodrigues

Desenho de Luz
Tela Negra

Fotografia
Miguel Casanova

Montagem
João Carlos
José Santos

Operação de Luz
António Rosa

Operação de Som
José Santos

Contra-Regra
João Carlos

Guarda-Roupa
Mercedes Lança

Secretariado
Ângela Rosa

Promoção
Nuno Machado

Direcção de Produção
João Gaspar

O TAS agradece a Zé Nova pela colaboração prestada e Eurico Coelho por cedência da autoria das árvores de cena.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção