Museu de SetúbalEdita livro sobre “As conservas de peixe na época Romana”

Por Jornal Rostos
O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal/Assembleia Distrital de Setúbal edita um novo volume da “Setúbal Arqueológica”, com mais de 300 páginas, dedicado às actas do “Simpósio Internacional sobre a Produção e Comércio de Preparados Piscícolas durante a Proto-história e a Época Romana no Ocidente da Península Ibérica”.
Refira-se que aquele simpósio reuniu as principais equipas de arqueologia que na actualidade se dedicam ao estudo da referida problemática e encerrou um projecto de investigação luso-francês, que ao longo de uma década procedeu ao estudo da ocupação humana das margens do estuário do Sado durante a Antiguidade.
Precisamente a arqueóloga francesa, que com o arqueólogo Carlos Tavares da Silva levou por diante o citado projecto, Francoise Mayet, foi justamente homenageada pela comunidade arqueológica ibérica no simpósio cujas actas agora se apresentam, em sessão pública a realizar, hoje, dia 16 de Dezembro, pelas 16 horas, na Estalagem do Sado, em Setúbal.
Françoise Mayet exerceu a maior parte da sua actividade profissional ao serviço da Arqueologia Romana da Península Ibérica. A presente publicação traz importantes contribuições, na sua maior parte inéditas, sobre a história económica da fachada ocidental peninsular durante o período romano, a partir de múltiplas abordagens arqueológicas.
Após a realização daquele simpósio e durante a fase de preparação das actas do mesmo, foi descoberto um extenso estabelecimento fabril romano, de conservas de peixe, em Lisboa, junto da Torre de Belém.
Assim, e como forma de actualizar a informação, será proferida conferência sobre esta importante e recente descoberta, pelos arqueólogos responsáveis pela sua escavação, António Carlos Valera e Iolanda Filipe.













