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Câmara de Palmela promove conferênciaSebastião da Gama “Meu caminho é por mim fora”

A Câmara Municipal e a Associação Cultural Sebastião da Gama promovem, no próximo dia 19 de Janeiro, pelas 21 horas, na Biblioteca Municipal de Palmela, uma conferência sobre o poeta da Arrábida, intitulada “Meu caminho é por mim fora”.

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Câmara de Palmela promove conferência Sebastião da Gama “Meu caminho é por mim fora”

Por Jornal Rostos

A conferência, com entrada livre, contará com as presenças de João Reis Ribeiro, da Associação Cultural Sebastião da Gama, de António Manuel Couto Viana, amigo do poeta, e de Joana Luísa da Gama, viúva do poeta, além do actor do TAS - Teatro de Animação de Setúbal, Fernando Guerreiro, que irá fazer a leitura de poemas de Sebastião da Gama.

Poeta natural de Vila Nogueira de Azeitão, no concelho de Setúbal, Sebastião da Gama concluiu o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1947 e, ainda nesse ano, iniciou a sua actividade de professor, que exerceu em Lisboa, Setúbal e Estremoz.
Foi colaborador das revistas “Árvore” e “Távola Redonda”.

Sebastião da Gama ficou, também, conhecido pela sua dimensão humana, nomeadamente, no convívio com os alunos, registado nas páginas do seu famoso Diário (iniciado em 1949). Literariamente, não esteve dependente de qualquer escola, afirmando-se pelo amor à natureza, ao ser humano e pela candura muito pessoal que caracteriza os seus textos.
Atingido pela tuberculose, que causaria a sua morte precoce, passou a residir no Portinho da Arrábida, com a Serra da Arrábida a alimentar o culto pela paisagem presente na sua obra. Foi, entretanto, instituído um Prémio Nacional de Poesia com o seu nome.
Sebastião da Gama estreou-se com “Serra Mãe”, em 1945. Publicou ainda “Loas a Nossa Senhora da Arrábida” (1946, em colaboração com Miguel Caleiro), “Cabo da Boa Esperança” (1947) e “Campo Aberto” (1951). Após a sua morte, foram editados “Pelo Sonho é que Vamos” (1953), “Diário” (1958), “Itinerário Paralelo” (1967), “O Segredo é Amar” (1969) e “Cartas I” (1994).

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