No BarreiroApresentação do livro “Egas Moniz e o Prémio Nobel, - mistérios, enigmas e segredos”
Por Jornal Rostos
No próximo sábado, dia 10 de Fevereiro, pelas 17 horas, na sede da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, - Rua Miguel Bombarda, nº64-A , terá lugar a apresentação pública do livro de Manuel Correia, “Egas Moniz e o Prémio Nobel, - mistérios, enigmas e segredos”, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra.
A introdução crítica da obra estará a cargo de Rosário Vaz.
A Direcção da Cooperativa e o autor convidam todas as pessoas interessadas. A entrada é livre.
“Egas Moniz e o Prémio Nobel, - mistérios, enigmas e segredos”
O autor pretende, com o presente livro, trazer a público três contribuições principais, extraídas de uma investigação em curso: uma abordagem problematizadora das questões históricas e sociológicoas envolvidas no processo que levou Egas Moniz a ser agraciado com o Prémio Nobel da Medicina ou Fisiologia, em 1949, (ex-aequo com o neurologista suíço Walter Rudolf Hess); uma cronologia das nomeações de Moniz para o Prémio, que se iniciou em 1928, logo após a apresentação e publicação dos resultados do que viria a ser a Angiografia Cerebral, e prosseguiu com as nomeações de 1933, 1937, 1944 e, por fim, com a nomeação coroada de êxito, em 1949; e um conjunto de documentos de inegável interesse, que são as avaliações dos méritos do candidato, elaboradas por membros destacados do Comité Nobel com vista à emissão de pareceres e recomendações finais.
De acordo com o regulamento da Fundação, estes documentos são conservados com a classificação de “secretos” nos Arquivos Nobel, durante os 50 anos subsequentes à sua datação.
No decurso dos trabalhos que consistiram também na consulta que o autor levou a cabo nos arquivos do Comité Nobel, no Karolinska Institutet, em Estocolmo, irrompeu a inenarrável campanha para a “desnobelização” de Egas Moniz.
Não querendo desprezar nada do que envolva a (re) interpretação da obra de Egas Moniz, o autor consagra algumas páginas à campanha, sublinhando os aspectos que lhe pareceram mais relevantes.
Não apenas pelo lado do ritual associado às efemérides -- passaram, no ano transacto, 50 anos sobre a morte de Egas Moniz -- mas igualmente pela força e pressão do “passado” sobre o nosso modo de vida quotidiano, a forma como se lembra e esquece Moniz, enfatizando alternadamente o Médico, o Cientista, o Político, ou o Empreendedor, um dos picos da campanha para retirar o Prémio Nobel a Egas Moniz precipitou-se sobre o texto do autor, desafiando-o. Ou o excluía, invocando uma desculpa qualquer, ou o enfrentava, tentando compreendê-lo.
O autor resolveu o dilema, estudando-o. Afinal só vinha confirmar a permanência do passado e a actualidade da História.













