Dia Mundial da PoesiaPoesia sai à rua na cidade do Barreiro
“Levar um bocadinho de sensibilidade e de criatividade ao concelho”
Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro, considerou a iniciativa como uma “postura da ideia de gestão de proximidade”. Neste caso “de envolver os cidadãos também ao nível de cultura”. Percorrendo as freguesias do Barreiro e levando “um bocadinho de sensibilidade e de criatividade ao concelho” através da palavra.

Por Jornal Rostos
“Marcar esta data com o factor surpresa e uma política de descentralização”, foi o intuito revelado pela vereadora da Cultura Regina Janeiro para assinalar a data em que se celebra a palavra. Adiantando que pretende que essa iniciativa se volte a repetir nos próximos anos, sempre com “o objectivo de levar a cultura à população.”
No dia em que se celebra o ambiente e a poesia, a 21 de Março, as ruas do Concelho do Barreiro receberam os poetas gloriosos do passado para dar palavras a quem passava. Camões e Fernando Pessoa foram as personagens encarnadas pelos actores das companhias de teatro do Barreiro: SFAL e UTIB. No largo da Estátua Alfredo da Silva, as declamações de poesia fizeram-se ouvir pelas suas vozes, as vozes dos poetas de ontem, os de hoje.
Um dia de festa – levar a poesia às pessoas
Para além desse espalhar da palavra literária por duas equipas, com cerca de seis elementos, que levaram poesia às freguesias do Barreiro, o dia também foi reservado às ofertas, desde marcadores de livros onde se podia ler o poema “Urgentemente” de Eugénio de Andrade, passando por balões onde se inscrevia a preto também um poema de Eugénio de Andrade, mas desta feita sob o título: “Havia vento” e essa bênção foi bem ouvida, o vento fez-se presente num final de manhã em que a poesia saiu à rua.
E ainda dentro deste âmbito de oferendas, foram ainda distribuídos sacos de papel pelas padarias e pastelarias do concelho, ao que comentou a vereadora Regina Janeiro: “o pão hoje pode ir para casa num saco diferente”. Assim quem comprava o pão neste dia levava consigo um saco onde se talhavam as letras de uma poesia de Alexandre O´Neill, “Amigo”, um saco para um dia diferente, um dia de festa.
O público a ir aos espaços
A vereadora Regina Janeiro perante a sessão de poesia, que no largo da Estátua Alfredo da Silva teve lugar, considerou: “Acho que ficámos quase sem palavras”, acrescentando que a iniciativa comemorativa do Dia da Poesia não se ia esgotar nesse espaço:” vão continuar pela noite fora”. Revelando que na Universidade da Terceira Idade também ia ser assinalado esse dia, “assim como tem acontecido em anos anteriores”, para além disso na Biblioteca Municipal do Barreiro também se podiam ouvir declamações de poesia e integrado na Quinzena da Juventude “irá ser realizada uma sessão de poesia no Café do Rio”.
Gestão de proximidade
Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro, considerou a iniciativa como uma “postura da ideia de gestão de proximidade”. Neste caso “de envolver os cidadãos também ao nível de cultura”. Percorrendo as freguesias do Barreiro e levando “um bocadinho de sensibilidade e de criatividade ao concelho” através da palavra.
Andreia Lopes Gonçalves













