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Barreiro a “Capital da ilustração para a infância”Exposição “A Arte de Maria Keil” no Auditório Municipal Augusto Cabrita

. A exposição está patente ao público até ao dia 31 de Julho

“É com gosto e prazer que temos entre nós esta exposição retrospectiva de Maria Keil”, referiu o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, no acto inaugural, agradecendo as presenças do Secretário de Estado da Cultura, da Governadora Civil de Setúbal e das ilustradoras Maria Keil e Matilde Rosa Araújo.

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Barreiro a “Capital da ilustração para a infância” Exposição “A Arte de Maria Keil” no Auditório Municipal Augusto Cabrita

Por Jornal Rostos

Inúmeras Ilustrações e painéis de azulejos das estações do metropolitano de Lisboa são os trabalhos que podem ser apreciados na mostra “A Arte de Maria Keil” inaugurada, no dia 5 de Maio, no Auditório Municipal Augusto Cabrita.
No mesmo dia, foi lançado o livro “A Árvore que Dava Olhos, com ilustrações da artista e texto de João Paulo Cotrim.
Na ocasião marcaram presença o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, o Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, a Governadora Civil, Teresa de Almeida e dezenas de convidados e amigos de Maria Keil.

Barreiro a capital da ilustração para a infância”.

“É com gosto e prazer que temos entre nós esta exposição retrospectiva de Maria Keil”, referiu o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, no início da sua intervenção, agradecendo as presenças do Secretário de Estado da Cultura, da Governadora Civil de Setúbal e das ilustradoras Maria Keil e Matilde Rosa Araújo.
Com emoção e prazer o autarca deu as boas-vindas à artista que, segundo ele, “tem o compromisso de cidadania com os jovens, e com todos nós” disse, elogiando a criatividade patente na sua obra.
Em relação à Ilustrarte – Bienal de Ilustração para a Infância – exaltou o trabalho desenvolvido pelos comissários Ju Godinho e Eduardo Filipe que, com o seu empenho, têm contribuído para, “de forma sistemática, construir no Barreiro a capital da ilustração para a infância”.
Carlos Humberto de Carvalho salientou, ainda, que neste mandato gostaria de dar mais força à Bienal, “com maior inter penetração entre a comunidade escolar, a população do Barreiro, a arte e a cultura - sinónimo de cidadania e de democraticidade, para cidadãos de corpo inteiro, mais conscientes e sensíveis”.

Uma grande artista dos séculos XX e XXI

“Esta exposição resulta de um desejo antigo de dar a conhecer uma grande artista dos séculos XX e XXI”, referiu o Comissário Eduardo Filipe. Fez referência aos vários trabalhos expostos, nomeadamente os trabalhos de azulejos, das mais belas estações de metropolitano do mundo com a “sua intemporalidade”, uma das qualidades que mais preza na artista. Agradeceu, ainda, à Biblioteca Nacional e ao Museu do Azulejo por terem colaborado na realização da mostra.
Emocionada, Maria Keil referiu que tudo o que fez deve “ao ambiente que me rodeou, ao companheiro que tive e aos amigos que frequentavam a minha casa e que me levaram a fazer estas coisas”.

Projecção e significado na cultura portuguesa

Admirador de Keil, o Secretário de Estado da Cultura nutre “uma profunda admiração e respeito” pela artista e pela obra “com projecção e significado na cultura portuguesa”. Mário de Carvalho referiu-se ao meio em que viveu a artista e a sua amiga Matilde Rosa Araújo “marcado pela responsabilidade de mudar o país, através da arte nasceu um movimento de Liberdade que triunfou no 25 de Abril de 74”.
No Auditório Municipal Augusto Cabrita, o Secretário de Estado da Cultura felicitou o Presidente da CMB pelo equipamento cultural “excelente e magnífico” e manifestou interesse em colaborar neste tipo de actividades e noutras que possam vir a ser realizadas em parceria.

Estudos das estações do Rossio e Alameda estão na mostra

Refira-se que Maria Keil nasceu em Silves, a 9 de Agosto de 1914. Tem uma vasta obra. Fez pintura, publicidade, azulejaria, desenho de móveis, pinturas murais, cenários e figurinos para bailados e selos.
Ilustrou muitos livros para crianças, entre eles, O Livro de Marianinha, de Aquilino Ribeiro, O Cantar da Tila, em parceria com Matilde Araújo e A Noite de Natal, de Sophia de Mello Andresen.
Na área da azulejaria, projectou o revestimento das primeiras estações do metropolitano de Lisboa (os estudos dos padrões para as estações do Rossio e Alameda estão nesta mostra).

A exposição está patente ao público até ao dia 31 de Julho, no AMAC, de 3ª feira a domingo, das 17h00 às 22h00. Informações e marcações de visitas para as escolas: 21 214 13 19.

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