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23º FESTROIA - SetúbalHomenagens a Mário Ventura e ao cinema espanhol vão marcar abertura

. 23º FESTROIA – De 1 a 10 de Junho

A 23ª edição do FESTROIA realiza-se, de 1 a 10 de Junho. Este ano, o Festival em antecipação, apresenta entre 24 e 30 de Maio, o filme “DIAS DE GLÓRIA”, de Rachid Bouchared, no Auditório Municipal Charlot, juntando-se assim à sua Estreia Nacional.

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23º FESTROIA - Setúbal Homenagens a Mário Ventura e ao cinema espanhol vão marcar abertura

Por Jornal Rostos

Homenagens a Mário Ventura e ao cinema espanhol vão marcar a grande noite de abertura do Festroia 2007, certame que arranca às 21 horas do dia 1 de Junho e que este ano apresentará um total de 168 filmes, oriundos de 42 países, ao longo dos seus 10 dias de duração.
A noite começa com um tributo a Mário Ventura, que será acompanhado da distribuição gratuita aos espectadores de um booklet especial com testemunhos de figuras da literatura, do jornalismo e do cinema sobre o fundador do festival, falecido a 16 de Junho de 2006.
A esta homenagem junta-se uma exposição fotográfica que estará patente na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, local onde, durante o festival, será projectado diariamente um documentário de uma hora sobre Mário Ventura, com imagens recolhidas ao longo dos anos no Festroia.
Logo após a homenagem a Mário Ventura no Forum Municipal Luísa Todi, serão chamados ao palco vários convidados, para se proceder à entrega do Golfinho de Cristal à cinematografia espanhola, a que seguirá a estreia nacional de dois filmes espanhóis.
As honras de abertura cabem à película Invisíveis, um conjunto de cinco curtas-metragens realizadas por Isabel Coixet, Fernando Léon, Mariano Barroso, Javier Corcuera e Wim Wenders, com produção a cargo do actor espanhol Javier Bardem.
Este é um filme sobre seres humanos que os órgãos de comunicação social ocidentais se recusam a ver, mas aos quais deveriam dar atenção, sendo dedicado a todos aqueles cujo apoio – também ele mediaticamente invisível – permite à ONG Médicos Sem Fronteiras trabalhar em variadas zonas de crise e de guerra por todo o mundo.
Isabel Coixet aborda a vida de uma rapariga boliviana que trabalha em Barcelona e envia dinheiro para uma família devastada pela “chancha”, uma doença que nenhum grande laboratório farmacêutico tenta curar e que afecta 18 milhões de pessoas que vivem na pobreza extrema.
Fernando Léon trata do drama de milhares de crianças que andam quilómetros no Uganda, em busca de refúgios que lhes permitam evitar serem raptadas por soldados, enquanto Mariano Barroso mostra como o mesmo princípio activo é usado de forma distinta pela indústria farmacêutica na Europa e em África.
Javier Corcuera segue um grupo de agricultores colombianos que perderam as terras para a guerrilha e para outras forças paramilitares, enquanto Wim Wenders dá voz a várias mulheres do Congo que sofreram violações em massa durante a guerra civil.
Seguir-se-á a ante-estreia de Alatriste, longa-metragem de Agustín Díaz Yanez, que conta com interpretações de Viggo Mortensen, Eduardo Noriega, Elena Anaya, Javier Cámara e Unax Ugalde.
Baseado no best-seller internacional Capitão Alatriste, escrito por Arturo Pérez-Reverte, o filme transporta-nos até à Espanha do século XVII, uma sociedade marcada por contradições, onde o luxo e a opulência da aristocracia coexistem com a miséria e vulnerabilidade do povo.
Este mundo em declínio é o palco das aventuras de Diego Alatriste, um valoroso soldado que vive num mundo de intriga e traição, duelos e batalhas, amor e ódio.
Num ano em que Hollywood reconheceu, através de galardões e nomeações, o valor do moderno cinema espanhol, Invisíveis e Alatriste são apenas duas das 26 produções do país vizinho que serão exibidas no Festroia, que seleccionou dez películas representativas da última década de produção cinematográfica de Espanha para integrar uma mostra especial de homenagem.
De Alejandro Amenábar apresentaremos Abre os olhos (1997), de José Luis Cuerda recordaremos A língua das borboletas (1999), de Carlos Saura passaremos O sétimo dia (2004) e do mexicano Guillermo del Toro mostraremos O espinhaço do Diabo (2001).
Haverá ainda espaço para o basco Montxo Armendáriz e o seu Segredos do coração (1997), para a galega Patricia Ferreira com Para que não me esqueças (2005) ou para o catalão Antonio Chavarrías e o seu recentíssimo As vidas de Célia (2007).
A mostra fica completa com Hector (2004), de Gracia Querejeta, Azulescuroquasenegro (2006), de Daniel Sánchez Arévalo, e ainda o filme de animação de Ángel Izquierdo Dragon Hill: A colina do dragão (2002).
Organizada com o apoio do Instituto da Cinematografia e das Artes Audiovisuais (ICAA) e da Embaixada de Espanha, esta homenagem à cinematografia do país vizinho completa-se com a publicação de um booklet comemorativo, onde consta informação sobre os filmes de produtoras espanholas que serão exibidos.
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