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Lançamento do Livro “Queiradas de Cinta” nas Festas do BarreiroUm livro que é uma “uma anedota completa”

Ontem, no espaço da Feira do Livro do Barreiro, foi apresentada a obra “Queiradas de Cinta” do artista plástico barreirense Kira. Um livro que reúne textos publicados no “Rostos on-line” e que nas palavras do seu autor é ”uma crítica a todas as instituições, incluindo o próprio governo”. Dono de um humor “aguçado” e em jeito de brincadeira, Kira apresentava-se de açaime ao pescoço e comentava: “um açaime, que fui eu que o tirei, não mo tiraram”, acrescentando: “E assim posso morder com mais força, mas morder com piada, com humor”.

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Lançamento do Livro “Queiradas de Cinta” nas Festas do Barreiro Um livro que é uma “uma anedota completa”

Por Jornal Rostos

“Queiradas de Cinta” junta 23 textos onde a crítica e o humor são o ponto em comum, “uma anedota completa”, elucida Kira, referindo que logo na sua entrada esse facto pode ser constatado. E fazendo uso do tom recitador, revelou as linhas iniciais que traçam a sua obra: “Os políticos são como as fraldas, devem ser trocados de tempo em tempo e sempre pelo mesmo motivo”. Frases que admite terem-lhe causado alguns problemas com instituições e até com particulares: “alguns deixaram de me falar”, sublinha mas logo adverte que no livro o que está em causa é o humor.

“As pessoas que já leram, têm-me dado os parabéns”

Um artista que vê agora o seu 13 livro publicado mas que não gosta de se assumir como escritor. Na primeira vez que se lançou na publicação de um livro do género, pois os anteriores eram mais de âmbito infantil e educativo, Kira vê com expectativas a reacção do público a um livro que sai sob o chamado “número do azar”: “As pessoas que já leram, têm-me dado os parabéns e chegam a comprar aos dez livros, veja bem!”

“O nosso Barreiro e a nossa sociedade portuguesa está muito bem retratada aqui com o humor que eu tentei incutir”, sublinha e para os que ainda não leram, lança o desafio: “Espero que gostem”, enquanto se dedicava ao autógrafo de mais um livro que saía.

Andreia Lopes Gonçalves

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