Barreiro – Capital da Ilustração InfantilSusanne Janssen vence III Edição da Ilustrarte
Nesta edição, estiveram a concurso um número recorde de concorrentes: 1.360 ilustradores oriundos de 60 países.
O júri seleccionou apenas 50, que irão expor um total de 150 trabalhos originais, na Bienal de Ilustração, de 10 de Novembro a 31 de Janeiro de 2008, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro.

Por Jornal Rostos
O anúncio da vitória Susanne Janssen de foi feito pelo júri, ontem, 6 de Setembro, em Conferência de Imprensa, no Instituto Franco-Português.
Perante a qualidade dos trabalhos a concurso foram, ainda, atribuídas três Menções Especiais: à italiana Chiara Carrer, com a versão do “Capuchinho Vermelho”, à belga Isabelle Vandenabeele, com uma versão de “O Barba Azul” e ao francês Martin Jarrie com a ilustração de um livro de poesia, que inclui dois poemas de Fernando Pessoa.
A Ilustrarte está consolidada no terreno
Na ocasião, a Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, Regina Janeiro, responsável pelo Pelouro da Cultura, agradeceu a presença do “excelente” júri e manifestou-se orgulhosa pelo elevado número de trabalhos e de países inscritos. A autarca salientou que a Ilustrarte “está consolidada no terreno, pelo número de participantes que tivemos e pelo facto do AMAC ter em permanência exposições magníficas de grandes ilustradores nacionais e internacionais, mas também devido aos lançamentos dos livros infantis, com a presença dos seus autores e ilustradores”. O trabalho realizado pela comunidade educativa foi ressalvado pela Vereadora, e está expresso “pela adesão e número de visitantes, pelas presenças de pais, educadores e crianças”.
Barreiro – Capital da Ilustração Infantil
Para Regina Janeiro é fundamental a participação da população local nesta iniciativa o que lhe permite afirmar “com bastante segurança que o Barreiro é a capital da ilustração infantil”. Uma realidade alcançada, sobretudo, com o trabalho e a persistência dos comissários Eduardo Filipe e Ju Godinho.
Refira-se que a Bienal permite juntar no Barreiro, os melhores ilustradores e os seus trabalhos, mas também coleccionadores e editores.
Um número recorde de concorrentes
Nesta edição, estiveram a concurso um número recorde de concorrentes: 1.360 ilustradores oriundos de 60 países.
O júri seleccionou apenas 50, que irão expor um total de 150 trabalhos originais, na Bienal de Ilustração, de 10 de Novembro a 31 de Janeiro de 2008, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro.
Refira-se que, nesta edição, a maior participação veio de ilustradores portugueses (270) seguida de franceses (250).
Na Conferência estiveram presentes os elementos do júri, Christian Bruel (França, Editions Être), Anthony Browne (Inglaterra, ilustrador, Prémio Andersen), Barbara Scharioth (Alemanha, dir. Biblioteca Internacional Infantil de Munique), João Vaz de Carvalho (pintor, ilustrador, vencedor da última edição), a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Barreiro, Regina Janeiro e os comissários da Ilustrarte Ju Godinho (membro do júri) e Eduardo Filipe.
Projecto que se traduz numa grande festa de ilustração
Para o Comissário Eduardo Filipe esta Bienal “é a continuação de um projecto que se traduz numa grande festa de ilustração para a infância. Na nossa perspectiva, é uma arte maior e através da qual podemos guiar crianças e adultos pelo universo da arte ajudando-as a aprender, a olhar, e a ver com outros olhos aquilo que as rodeia”. O comissário proferiu, ainda, palavras de agradecimento ao “conceituado júri pela sua participação e pela qualidade dos seus conhecimentos”.
Eduardo Filipe salientou os objectivos da iniciativa que passam por estimular o aparecimento de novos ilustradores, “uma forma de, pela primeira vez, apresentarem o seu trabalho a um júri credenciado, ajudar a promover a ilustração nacional e consolidar o Barreiro como pólo, por excelência, que permite entrar no circuito internacional dos grandes eventos ligados à infância e promover o gosto pelo livro”. A finalizar, recordou as duas anteriores edições. “Em 2003, tivemos 500 ilustradores de 32 países e na 2ª edição, 920 ilustradores de 50 países”.
Em cada Bienal são pedidas três ilustrações, originais ou publicadas, a cada ilustrador que depois são avaliadas e seleccionadas. O júri avalia segundo os seguintes critérios: qualidade, originalidade, técnica, composição gráfica e cromática e originalidade na narrativa gráfica.













