No Barreiro - “A Arte da Fuga”Espectáculo de dança no Auditório Municipal Augusto Cabrita
Esta criação de Rui Lopes Graça, no âmbito da Programação Artemrede, tem ingressos a cinco euros.

Por Jornal Rostos
O Auditório Municipal Augusto Cabrita recebe hoje a criação de Rui Lopes Graça, “A Arte da Fuga”.
É um espectáculo inspirado na obra de Bach a partir de um convite da Artemrede. Estreou no Teatro Camões no dia 13 de Outubro e já foi também apresentado em Santarém. Para além da Companhia Rui Lopes Graça, este é um espectáculo que envolve ainda três das companhias profissionais da Artemrede: Companhia de Dança de Almada, Companhia de Dança Contemporânea de Sintra e Dançarte / Passos e Compassos.
Acerca de Bach e desta obra musical, Jordi Savall escreveu:
“A Arte da Fuga sintetiza perfeitamente o seu saber e génio na arte da composição musical, muito especialmente o contraponto. A sua fenomenal capacidade de invenção e o seu extraordinário sentido da forma, da estrutura e do numero. Bach consegue nesta obra-prima, ultrapassar os desafios mais rigorosos, sem nunca sacrificar a qualidade expressiva e a eloquência musical que mesmo nas passagens mais elaboradas e complexas, nos dão sempre um elemento inquebrável do seu discurso musical.”
Nesta coreografia para oito intérpretes criada a partir de A Arte da Fuga de J. S. Bach, desenvolvemos e aprofundamos, a componente do movimento e da composição coreográfica, baseados nos temas expostos ao longo da obra, tendo no entanto como ponto de partida e como base fundamental o tema do primeiro contraponto.
Se por vezes levamos ao extremo a tradução em movimento da estrutura musical, noutras ocasiões, abandonamos essa estrutura e lógica musical. Tentamos encontrar um percurso revelador de um ponto emocional presente a toda a obra para que desta forma pudéssemos encontrar um fio condutor. Como imagens soltas, os episódios sucedem-se numa cadência, sem que entre eles haja uma ligação ou implicação.
Trabalhamos igualmente, para criar um equilíbrio entre a forma global da partitura e o ingrediente da criatividade individual, criando um objecto coreográfico que possa revelar uma síntese entre a estrutura formal e o conteúdo emocional.
A Arte da Fuga é uma obra que pelas condições e mística que a rodeiam, nomeadamente ser “uma obra inacabada”, deixa um enorme espaço para a subjectividade da sua releitura. Como se o compositor nos tivesse deixado uma matriz, à qual podemos dar cor e vida em função de um propósito. Por ter esta natureza, creio que se torna completa na medida em que lhe acrescentamos algo. Acredito por isso que seja a mais completa das obras.
duração do espectáculo
1 hora - s/ intervalo
faixa etÁria
M/6
FICHA ARTÍSTICA
Direcção Artística e Coreografia Rui Lopes Graça
Música J. S. Bach
Companhia Rui Lopes Graça
Companhia de Dança de Almada
Companhia de Dança Contemporânea de Sintra
Dançarte/Passos e Compassos
Figurinos Dino Alves
Desenho de Luz Jorge Ribeiro
Direcção Técnica Carlos Ramos
Assistência Musical Jorge Silva
Bailarinos Angela Eckart [Companhia Rui Lopes Graça] | Constança Couto [Companhia Rui Lopes Graça] | Jacomé Filipe Silva [Companhia Rui Lopes Graça] | Kanae Maezawa [Companhia Rui Lopes Graça] | Rafaela Salvador [Companhia de Dança Contamporânea de Sintra] | Rita Abreu [Dançarte/Passos e Compassos] | São Castro [Companhia Rui Lopes Graça] | Teresa Silva [Companhia de Dança de Almada] | Vânia Doutel Vaz [Companhia Rui Lopes Graça]
Produção Executiva Sandro Benrós
Em Parceria com Teatro Camões
Apoio Antena 2
Projecto Financiado por Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes













