Moita - Fernando Ribeiro apresentou “Diálogo de Vultos”Um livro movido pelo amor

Por Jornal Rostos
Um amor “que tem uma vastidão bastante grande”
Para falar de uma das suas grandes paixões, a poesia, Fernando Ribeiro começou por desvendar um pouco do seu mais recente trabalho literário, sucessor do “Como escavar um Abismo (2001) e do “Feridas Essenciais” (2004), revelando que no “Diálogo de Vultos” as histórias se cruzam e confluem com as realidades da vida, girando em torno do amor “que tem uma vastidão bastante grande”, sublinha. Poemas que diz ter escrito em diversos locais, entre os quais, no Jardim da Noémia, no Bairro da Brandoa, local onde diz ter vivido e que “desvenda um bocado de um próximo projecto”, referindo-se ao seu primeiro romance que já tem título “O Bairro das Pessoas”.
A primeira poesia
E parafraseado as palavras do escritor Eugénio de Andrade “Toda a poesia é luminosa, até a mais obscura”, recordou o tempo em que o gosto pela poesia veio por ocasião da necessidade de querer ver aumentada uma nota para uma disciplina, ao que propôs dar uma aula sobre o tema do suicídio e nessa aula apresentou aquele que foi o seu primeiro poema, que guarda devotamente em folha de papel já amadurecida pelo tempo.
A voz dos poemas sobre imagens
À apresentação do livro seguiu-se a projecção de um pequeno filme, no qual a sua voz entoava os seus poemas sobre as fotografias de Ricardo Bernardo e de Patrícia A. e auxiliado com o que apelidou de “atmosfera sonora” de “Euthymia”, cabendo a montagem do filme a Dora Carvalhas, o que mereceu o seguinte comentário: “Também consigo reunir-me de amigos que têm talento e que não deixam de sentir as coisas”.
“As letras não deixam de ser um género literário”
Vocalista e letrista da banda “Moonspell”, Fernando Ribeiro fez questão em sublinhar que na música “as letras não deixam de ser um género literário” e, desse modo, considera que devem de ser encaradas como um complemento, “têm de ter o seu espaço”, reforçou e anunciou, nesse sentido, a vontade de vir a realizar um workshop de escrita criativa para letras musicais.
E referindo que a influência que mais o incita a escrever é a vida, sucedeu-se naquela casa de palavras e de livros, uma conversa que se tornou solta e emotiva sobre a escrita, sobre a música e sobre as vontades que impelem à criação.
Andreia Catarina Lopes













