CMB assinala aniversário da passagemdo Cabo da Boa Esperança relatada por Álvaro Velho, do Barreiro

Por Jornal Rostos
Álvaro Velho, cronista, nascido no Barreiro, registou, em 22 de Novembro de 1497, a dobragem do Cabo da Boa Esperança por Vasco da Gama.
Nesta sessão, intitulada «510 Anos Depois: em demanda de uma nova “BOA ESPERANÇA” mundividente e mundivivente», assistiu-se ao filme “Desejos de Futuro”, protagonizado por Caro Proença, autor da obra “Encobrimento nos Descobrimentos”, editada em parceria com a CMB, nele fazendo um périplo histórico-arqueológico-antropológico pela geografia do Concelho, detendo-se em locais simbólicos. Foi, ainda, lido, no serão de ontem, o documento “O Barreiro e José Caro Proença”, que descreve o compromisso existente entre a Autarquia e o autor, estabelecido desde 1996, e aquilo que o autor preconiza para o Barreiro, «urbe ou “Megapólis”» em várias vertentes.
Além de José Caro Proença estiveram na Mesa de Honra desta iniciativa o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, o Conselheiro da Embaixada da África do Sul, Angus September, e o historiador João Abel da Fonseca. Leu o documento “O Barreiro e José Caro Proença” António Cabós Gonçalves, amigo e colaborador de Caro Proença.
A viagem do filme (de cerca de meia hora) – que termina com a frase “mas o Barreiro não tem fim. É perene e universal” – teve como ponto de partida a CUF – Companhia União Fabril. Passou por locais da história do Concelho – alguns do presente, outros, já, do passado – como a Fábrica da Indústria Corticeira, Estação de Caminhos-de-Ferro –, oficinas da EMEF – Empresa de manutenção de Equipamento Ferroviário, estuário do Rio Coina, Azinheira Velha, Santo André, Telha, Vale do Zebro, Convento de Palhais, Mata da Machada, Porto da Romagem e Bico da Passadeira.
Dois momentos marcantes da história do Barreiro
“Nunca é tarde para aprender. Nunca é tarde para ensinar”, afirmou na ocasião o Presidente da CMB. Um futuro “não de tormenta” mas de “boa esperança” são os desejos par o Barreiro formulados por Carlos Humberto de Carvalho, que destacou dois momentos na História do Concelho: a instalação da CUF e o período de expansão marítima, nos séculos XV e XVI.
“O mar foi um elemento fundamental do nosso passado e devemos fazer dele um elemento fundamental do nosso futuro”, afirmou Abel da Fonseca. O historiador recordou que no mesmo dia em que Vasco da Gama dobrou o Cabo da Boa Esperança se celebra no calendário litúrgico o Dia de Santa Cecília.
“Queríamos viajar convosco através da música”. Com estas palavras Eleutério Sanches deu início ao recital que rematou a sessão.













