Saltar para o conteúdo
Moldura

Museu de Arqueologia de SetúbalLançamento do livro “A Especiaria”

O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal/ADS, promove o lançamento do livro “A Especiaria”, da autoria de António de Oliveira e Castro, editado pela Guerra & Paz, no próximo sábado, 31 de Maio, pelas 21.30 horas.

3 min de leitura
Museu de Arqueologia de Setúbal Lançamento do livro “A Especiaria”

Por Jornal Rostos

A apresentação do livro ficará a cargo de Joaquina Soares (Directora do MAEDS), e contará ainda com a presença do Director editorial da Guerra & Paz, Mário Sena Lopes, e também com o pintor Nuno David que apresentará cerca de 7 trabalhos em técnica mista, inspirados no livro “A Especiaria”.
Pequeno concerto dos ENSEMBLE VOCT (grupo vocal composto por oito cantores), que se dedicam à interpretação de música a capella de várias épocas e de diversos estilos, com particular interesse em música erudita renascentista e contemporânea, bem como por arranjos vocais de standards de jazz e de música ligeira portuguesa e estrangeira.

Sobre o autor

António Oliveira e Castro nasceu em Angola, no Bongo-Lépi, em 1951, e por uma série de acasos contínua vivo. Só o seu horror pela disciplina e a sua paixão pelo improviso lhe permitiram cultivar a arte da sobrevivência, tantas foram as provocações à morte. Mas destas prefere não falar, pois ainda hoje, por vezes, se deitam de mansinho para lhe roubar o sono. Em 1977, salta directamente dos quadros da Comissão Nacional do Plano, de Angola, para a cozinha do Caravela, em Estocolmo. Mas falta-lhe luz na cidade dos nórdicos e voa para Lisboa, para se esconder, como uma toupeira, nas catacumbas de uma organização política. Experimenta o cinema, a pintura, a poesia, a universidade, a rádio, a publicidade, a agricultura, sem nada levar a sério. Prova, sacia-se e abandona os despojos. Não se encontra. Para sobreviver é obrigado a trabalhar. Fá-lo sem convicção. Sucumbe e renasce por diversas vezes até perceber que o persegue, o desassossega, um fantasma, um sonho. Desde 1973 que colecciona apontamentos para uma história que a consciência lhe exige que escreva: um romance sobre o encontro de culturas. Em 2005 arranja coragem e agarra-se com determinação ao projecto de toda uma vida: A Especiaria.
Anteriormente publicou os volumes de poesia Houve Mesmo Um Dia de Desespero em Que Se Cultivaram Campos de Cicuta (1985) e As Planícies Donde Vim (1987).
Sobre o livro

A história que aqui se conta não passa de uma ficção apoiada em personagens, algumas delas verídicas, que construíram a história comum das nações irmãs: Angola, Cabo Verde, Portugal e São Tomé. A acção decorre entre 1540 e 1975, socorrendo-se o autor de episódios, verdadeiros uns, imaginados outros, a que acrescenta sal e jindungo, crente de que o presente é consequência de todo um passado de amores e ódios e o futuro passa pela defesa desta cultura mestiça, crioula, sem a qual deixaremos de ser quem somos: diferentes.
A história é percorrida por um herói, Flávio Mancini, obcecado com a procura do elixir da eterna juventude, droga que o Homem busca, desde sempre, para contrariar a decrepitude do corpo e da mente. Sonhador incurável, o veneziano tem a certeza que o licor único se encontra em Angola, escondido algures nas florestas do reino do Congo.
Será que Mancini encontra a divina especiaria? Talvez sim e talvez não. Depende do ponto de vista do leitor.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção