Biblioteca Municipal de SetúbalEscritor angolano Ondjaki numa conversa informal
Ondjaki, pseudónimo de Ndalo de Almeida, nascido em Luanda em 1977, começou pela poesia, sendo distinguido, aos 23 anos, com uma menção honrosa no Prémio António Jacinto, poeta angolano, já falecido, autor, entre outros, de “Comboio Malandro” e “Carta de Um Contratado”.
Por Jornal Rostos
Nesse mesmo ano, 2000, vê a obra premiada publicada em livro, com o título “Actu Sanguineu”, chamando, desde logo, a atenção da crítica.
O primeiro romance, “Bom Dia Camaradas”, surge logo no ano seguinte. Em 2002 volta à poesia, com “Há Prendisagens Com O Chão”.
O segundo romance, “Quantas Madrugadas Tem a Noite”, é editado em 2004, ano de estreia na literatura para crianças, com “Yanari: A Menina Das Cinco Tranças”.
“E Se Amanhã O Medo”, em 2005, e “Os Da Minha Rua”, 2007, são os livros de contos que se seguem, antes de voltar ao romance, já em 2008, com “AvóDezanove e o Segredo Soviético”.
No estrangeiro, além de Portugal, Ondjaki tem livros publicados em Espanha, México, Uruguai, Suíça, Inglaterra e Canadá.
“E Se Amanhã O Medo” recebeu, em 2004, em Angola, o Prémio Sagrada Esperança, e em Portugal, em 2005, o Prémio António Pelouro.
Já este ano, “Os Da Minha Rua” venceu o Prémio Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores.
A pintura e a televisão têm, também, merecido a atenção de Ondjaki. “Oxalá Cresçam Pitangas” foi o nome que deu a um documentário, feito em 2005, para a televisão angolana, que retrata a Luanda – cidade construída para 600 mil habitantes, onde residem, agora, mais de quatro milhões – 30 anos após a independência e três depois de alcançada a paz.
Na pintura tem exposto em Angola e no Brasil.













