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Livro do Mês” de Dezembro na Biblioteca Municipal do Barreiro“2 Histórias de Natal”, de Alice Vieira

A obra “2 histórias de Natal”, de Alice Vieira, ilustrada por João Caetano e editada pela Caminho, é o “Livro do Mês” de Dezembro na Biblioteca Municipal do Barreiro.

Alice Vieira nasceu em 1943, em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desde 1979, tem vindo a publicar regularmente livros. Na Caminho tem, actualmente, editados cerca de trinta títulos.

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Livro do Mês” de Dezembro na Biblioteca Municipal do Barreiro “2 Histórias de Natal”, de Alice Vieira

Por Jornal Rostos

Alice Vieira recebeu, em 1979, o prémio de literatura infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa, em 1983, com Este Rei que eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e, em 1994, o Grande Prémio Gulbenkian pelo conjunto da sua obra.

A escritora é, hoje, uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional, de que são exemplo as tiragens dos seus livros – mais de 260.000 exemplares em Portugal –, e as edições no estrangeiro.

Recentemente foi indicada pelo IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor pelo conjunto da sua obra.

A primeira prenda do Pai Natal
(excerto da obra)

«O Pai Natal acordou muito cedo. Olhou para o lado: a Mãe Natal ainda dormia. Levantou-se com muito cuidado (se ela acordava de repente ficava impossível de aturar) e, em bicos de pés, foi até à porta da rua. Abriu-a muito devagar e lançou os olhos, ainda vagamente piscos de sono, pela imensidão gelada à sua frente. Neve, neve e nada mais além de neve. Uma brancura que até fazia arder a vista.

- Ainda não é desta … – murmurou desanimado.

Voltou a fechar a porta e sentiu-se muito cansado.

- Mas por que é que, em todo o mundo, só eu é que não tenho direito a receber um presente de Natal? – murmurou, olhando a lista que a Mãe Natal lhe tinha deixado em cima da mesa, para que não se esquecesse de nada.
Até ela, até ela tinha direito à sua prenda. Durante muitos anos, limitara-se a pedir “umas luvas de lã, pois tenho sempre as mãos enregeladas”. Mas ao fim de tantos anos já não havia gavetas que chegassem para guardar as luvas – e as mãos continuavam enregeladas …”»

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