Os Descobrimentos Portugueses e a História do SeixalOs personagens Paulo e Vasco da Gama marcarão presença

Por Jornal Rostos
Durante o dia os personagens Paulo e Vasco da Gama marcarão presença e será possível descobrir a importância da história do concelho durante a época dos Descobrimentos através de um programa de actividades divertidas e educativas pensadas para toda a família.
Esta iniciativa surge inserida no âmbito do Turismo Educacional e tem como objectivo conjugar as actividades de lazer e fruição do tempo livre com o enriquecimento de conhecimentos, ao nível da história e do património, tanto do concelho como da própria Quinta da Fidalga. A iniciativa é uma forma de todos poderem aprender ou recordar factos importantes desta época da História.
Actividades Agendadas:
- A Feira da Quinta – venda de artesanato e produtos variados
- Animação Teatralizada com os personagens Vasco e Paulo da Gama
- Ateliês de artesanato e artes plásticas para crianças;
-Jogos Tradicionais
- Visitas Guiadas
- Actividades didácticas para crianças
- Música ambiente
A Quinta da Fidalga
A Quinta da Fidalga ou do Vale de Grou, que teve funções agrícolas e de lazer, aparece sempre associada a Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, que se tinha fixado nas terras do Seixal para assistir à construção de caravelas destinadas à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Com uma situação geográfica privilegiada, em frente da baía do Seixal, junto às praias onde funcionaram os famosos estaleiros navais que apoiavam a Ribeira das Naus da cidade de Lisboa no período dos Descobrimentos, tornou-se um local estratégico para acompanhar toda a actividade preparatória das viagens marítimas, pois neste braço do Tejo “invernavam” muitos navios. Pertenceu, até aos nossos dias, a parentes destes famosos marinheiros portugueses.
A sua origem remonta ao século XV, tendo sido adquirida pela Câmara Municipal em Maio de 2000. Inclui uma área arborizada e uma área residencial, onde se destaca o palácio que irá receber o Museu-Oficina de Artes Manuel Cargaleiro. Os jardins, que podem ser visitados desde 2001, integram diversos exemplos de azulejaria dos séculos XVII e XVIII, e um lago de maré. Possui uma capela, integrada no palacete em meados do século XX, em substituição de outra mais antiga. As suas paredes interiores estão revestidas de azulejos do século XVIII e reproduções deste período. No século XX o palacete e os arruamentos da Quinta sofreram intervenções arquitectónicas dirigidas pelo arquitecto Raul Lino. Foram então distribuídos azulejos de várias épocas por vários pontos da propriedade, nas paredes dos edifícios e nos muros dos jardins.













