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Moldura

Vítor Cabral - Feira Medieval de Alhos Vedros - Moita«Não esperávamos, nem estávamos preparados para tanta gente»

“Ao prepararmos a 1ª feira no ano passado, o objectivo foi definido, planeado e publicitado: criarmos um evento que, anualmente fale da história local e que, em crescendo vá promovendo as comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros que ocorre em 2014” – sublinha Vítor Cabral.

“Há o costume de fazer as coisas em cima da hora. Aqui, começámos a lembrar o assunto com uma margem de 7 anos. E repare, não é só as comemorações do Foral. Alhos Vedros precisa de mudar, outro planeamento, reconverter o centro da vila, acabar com as casas e as fábricas a cair, mais jardins. Em 7 anos muita coisa pode ser feita.” – salienta Vítor Cabral.

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Vítor Cabral - Feira Medieval de Alhos Vedros - Moita «Não esperávamos, nem estávamos preparados para tanta gente»

Por Jornal Rostos


1 - Qual é o balanço que faz de mais uma edição da Feira Medieval?

“Toda a equipa que preparou a Feira, ao longo dos últimos meses se sente muito satisfeita pelo modo como os nossos conterrâneos aderiram à Feira. Foi muito gratificante receber os milhares de pessoas que nos visitaram, o modo como interagiram com os artistas e animadores, o modo como colaboraram na compra do copo de barro ou da tijela, os comentários de incentivo, as sugestões de melhorias.
O esforço dispendido foi enorme para todos os elementos que trabalharam nos diversos serviços.
De realçar que alguns jovens tiveram o seu baptismo nas lides associativas nesta feira e gostaram. Podemos dizer, sem vaidade que foi um êxito.”

2 - Este ano a Feira contou com mais tendinhas e mais actividades. Já está a "conquistar" o seu espaço no concelho da Moita?

“Para acolher a recriação histórica, Desfiles, Torneios a cavalo e Combates, Jogos medievais, Danças Orientais e Palacianas, Animação, Teatro, Musica, Malabaristas, Artesanato Local e Regional, espectáculo de falcoaria e cetraria, repteis aumentámos o espaço da Feira para albergar mais artesanatos, e as exposições temáticas. Mercê também de um protocolo com a Companhia de Teatro Viv’Arte, conseguimos trazer mais grupos de animação, diversificámos os espectáculos e mostrámos o que de melhor se faz no pai a nível de recreação histórica.
Os moradores de Alhos Vedros e os muitos visitantes gostaram da ideia e de termos conseguido fazer aqui, aquilo que já têm visto noutras terras feito com investimentos elevadíssimos por parte das Câmaras Municipais.
Este tipo de eventos são diferentes das chamadas Festas anuais, aqui tenta-se recriar uma época, com toda a sua envolvência, os trajes, os comeres, etc. Por isso os copos de barros, as bancas em madeira e serapilheira, o tipo de artistas e espectáculos. Claro que este “purismo” vai-se conseguindo aos poucos.
Provou-se que a “ideia” tem pernas para andar, agora à que começar a limar e a aperfeiçoar para que as coisas corram ainda melhor. Adaptar o horário de alguns espectáculos, do desfile e do torneio medieval, apostar em mais tasquinhas de comes e bebes, etc.”

3 - A Feira teve muitos visitantes, é gratificante?

“Muito. Apesar de se esperar mais visitantes que no ano passado, ficámos completamente boquiabertos com os milhares de pessoas que circularam na feira nas noites de sábado e domingo.
Não esperávamos, nem estávamos preparados para tanta gente. Daí a afluência no espaço dos comes e bebes e o nosso pedido de desculpas para quem esperou tanto tempo para ser atendido.”

4 – E a nível de apoios?

“Agradecemos o apoio do comércio e empresários locais, que continuam, mesmo em tempo de crise a apoiar estas iniciativas, do Governo Civil de Setúbal, da GNR e com um pequeno apoio da junta de Freguesia.
A Câmara da Moita transferiu um espectáculo que já tinha agendado para 6ª feira para o espaço da Feira, pagou aos falcoeiros e aumentou o apoio logístico.
Agradecemos também o apoio de Associações, da Cercimb, da Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, do Rancho Etnográfico da Barra Cheia, da Misericórdia, das Escolas, entre outras. Gostava que mais colectividades se juntassem a esta organização, seria bom para a terra e para todos.
Não posso deixar de realçar e agradecer a motivação e o empenho dos trabalhadores da Junta e principalmente da Câmara que estiveram envolvidos no apoio à Feira. Por fim, sem o apoio incondicional do Pe. Carlos e do Centro Paroquial, esta feira não tinha sido possível de realizar. Lembro aqui o papel pioneiro no apoio à 1ª infância que o Centro Paroquial de Alhos Vedros, que apesar de ter sido construído ainda antes do 25 de Abril, comemora oficialmente neste ano, 35 anos de existência.”

5 - Vai realizar-se a 3ª Feira Medieval?

“Ao prepararmos a 1ª feira no ano passado, o objectivo foi definido, planeado e publicitado: criarmos um evento que, anualmente fale da história local e que, em crescendo vá promovendo as comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros que ocorre em 2014, e a prová-lo o enorme pano bordado colocado por cima do pórtico da Igreja com os dizeres: Foral Alhos Vedros, 1514 – 2014.
Há o costume de fazer as coisas em cima da hora. Aqui, começámos a lembrar o assunto com uma margem de 7 anos. E repare, não é só as comemorações do Foral. Alhos Vedros precisa de mudar, outro planeamento, reconverter o centro da vila, acabar com as casas e as fábricas a cair, mais jardins. Em 7 anos muita coisa pode ser feita. É preciso vontade para arregaçar as mangas e congregar esforços. É a oportunidade de Alhos Vedros, e do concelho da Moita.”












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