No SeixalPedro Pinto é o convidado de Conversas com a Escrita

Por Jornal Rostos
Do romance
O último bandeirante
Numa visita ao Brasil, um enorme quadro, do tamanho de toda uma parede, à entrada do Museu de Arte de São Paulo, fez despertar no autor uma grande curiosidade sobre o maior bandeirante de todos os tempos, considerado um dos grandes responsáveis pelas actuais fronteiras do Brasil.
Nascido em Beja, em 1598, António Raposo Tavares chega a terras de Vera Cruz, já com 20 anos, acompanhando o seu pai, governador da capitania de São Vicente. Após o desgosto pela perda da mulher amada e do filho que ambos esperavam, dá início à aventura de uma vida ao comandar a sua primeira bandeira.
"Esta é uma história de um grande português, injustamente esquecido pela memória colectiva, que fez uma viagem notável por terras exóticas e desconhecidas, cheias de mitos de riqueza e de maldição, por entre a oposição dos jesuítas e as agruras da natureza, que se aventurou por onde nunca ninguém tinha estado e foi decisivo para que a Amazónia e grande parte do território do Brasil tivessem passado a pertencer a Portugal e não a Espanha"... palavras que Pedro Pinto utiliza para incentivar a leitura do seu primeiro romance, onde encontramos aventura, exotismo, paixão, traição e ambição.













