Em SesimbraCandidatura para recuperação da Moagem de Sampaio
Esta candidatura será apresentada à Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal – ADREPES, entidade que operacionaliza o programa.

Por Jornal Rostos
A Câmara Municipal de Sesimbra vai apresentar uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural – PRODER, com vista ao financiamento das obras de recuperação e musealização da Moagem de Sampaio, que estão em curso.
O projecto, que decorre no âmbito da actividade do Museu Municipal, envolve a recuperação, beneficiação arquitectónica e musealização do espaço, e pode ser comparticipado até 60 por cento, ao abrigo da Medida 3.2.1 – Melhoria da Qualidade de Vida – Conservação e Valorização do Património Rural.
A candidatura prevê também o lançamento de uma publicação que reunirá o “saber fazer” antigo dos artesãos, artes tradicionais, literatura oral e levantamento de expressões culturais, tradicionais imateriais, individuais e colectivas, resultantes da iniciativa Sesimbra: Memória e Identidade, prevendo-se ainda a eventual edição de registos videográficos e fonográficos.
Esta candidatura será apresentada à Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal – ADREPES, entidade que operacionaliza o programa.
O futuro espaço museológico será constituído por quatro áreas: história da Moagem de Sampaio; funcionamento dos circuitos internos; vida das moagens, desde a pré-história até às grandes moagens industriais e ciclo do pão.
A Moagem de Sampaio
Construído no início do séc. XX, funcionou como cavalariça, e mais tarde foi adaptado para moagem de trigo e milho, recebendo cereais de toda a região. O edifício guarda ainda a memória dos espaços que outrora corresponderam à sala de moagem, à sala de vendas e escritórios, à sala de armazenamento e à sala de equipamentos. No exterior é possível
recordar o tempo áureo do seu funcionamento, pela existência de um poço, um tanque de refrigeração da água para o motor e um ponto de pesagem e venda das farinhas produzidas. Nos anos 70, a moagem passou à torrefacção de café, até ter entrado em declínio.













