Na Biblioteca Municipal de GrândolaEra uma vez o “Encontro de Contadores” de histórias
Por Jornal Rostos
Pessoas em todos os tempos e lugares têm contado histórias assim como António Fontinha, cuja profissão é contar histórias do património oral português. O percurso como contador de contos populares teve início em 1992 e transpôs já a barreira das 1000 sessões de contos. Marcou presença em mais de 30 autarquias, actuou em escolas, bibliotecas, feiras do livro. Como investigador é responsável por uma recolha de contos populares em aldeias.
Outra das presenças confirmadas é Horácio Santos ou Lalaxu. Nasceu em Cabo Verde e é aqui que se inicia no teatro e descobre a paixão pelas questões etnográficas e culturais. Em Portugal como contador de histórias desenvolve vários projectos entre eles, Contos Lusófonos, em estabelecimentos de ensino, bibliotecas, livrarias participa também em festivais e encontros de narração que o levam ao Brasil e Estados Unidos.
Cláudia Fonseca promete encantar os presentes. É carioca mas os seus contos são de todo o lado. Tradicionais, de autor, histórias de vida, muitas vezes na voz de uma velha contadora que aparece quando menos se espera. Integra o projecto “contrabandistas de estórias” um grupo de seis contadores de origens e nacionalidades diferentes.
Os contadores locais prometem rechear a noite de histórias que não acabam. Passam de geração em geração, de boca em boca. No final do encontro mais de mil e uma histórias novas foram já imaginadas.













