Camerata Musical do BarreiroÚnico grupo representativo do panorama musical clássico na cidade do Barreiro
Actualmente, a Camerata é vista pela Câmara como uma associação que não representa a Câmara, mas antes o Concelho e, “a Câmara Municipal do Barreiro sente muito orgulho nisso!"

Por Jornal Rostos
Fomos viajar pela net e descobrimos o site da Camerata Musical do Barreiro, onde, existe informação detalhada sobre a história e a actividade desta “associação” do concelho do Barreiro.
Aqui registamos alguns dados sobre este projecto musical, um pequeno contributo para que a Camerata Musical do Barreiro, possa ser conhecida, pelos mais de 2000 visitantes que diariamente visitam a página do Rostos on line.
História da Orquestra
A Orquestra Camerata Musical do Barreiro é uma orquestra de câmara, inspirada na Italiana Camerata Fiorentina formada em 1987, sendo o único grupo representativo do panorama musical clássico da cidade do Barreiro.
A ideia da formação da Camerata derivou da intenção, de um grupo de bolseiros da Câmara do Barreiro, se juntarem para a realização de um concerto de Natal.
Anualmente os bolseiros eram convidados a participarem numa audição, que se realizava no mês da música, na cerimónia de entrega das Bolsas de Estudo Fernando Lopes Graça. Foi durante uma destas apresentações anuais que surgiu a proposta da realização de um concerto de Natal. Esta proposta foi aceite sendo convidados os restantes bolseiros e marcados ensaios semanais.
No primeiro ensaio combinado, a pessoa a quem tinha sido feita a proposta, de nome José António Batata, funcionário da Secretaria de Estado da Cultura, colocado na Câmara Municipal do Barreiro, fez nova proposta.
Este homem desenvolvia projectos na área de formação de instrumentistas e pela sua formação clássica propôs ao grupo de bolseiros a formação de uma Camerata tendo sido a primeira pessoa a fazer arranjos e a reger o grupo. Isto passou-se em 1989.
Assim, com uma formação inicial de 14 elementos repartidos por 5 violinos, 2 violas, flauta, oboé, clarinete, fagote, 2 trompas e piano, o grupo começou a realizar ensaios regulares.
Nesta fase, o grupo adoptou a denominação de Camerata Juvenil do Barreiro.
Nesta altura a idade dos elementos do grupo variava entre os 13 e os 18 anos, sendo todos residentes nos Concelhos da Moita e Barreiro.
Nesta fase começaram a existir elementos da Camerata que entraram para a Orquestra Sinfónica Juvenil, nomeadamente duas violinistas, um violetista e um oboísta.
José António Batata passou a ideia, ao grupo, desde o início que a continuidade deste não passava pela sua pessoa e que a evolução do grupo implicaria alguém com mais competências para assumir o papel de maestro. Passado dois anos comunicou que a Camerata Juvenil do Barreiro precisava de alguém que pudesse indicar mostrar novos caminhos, de alguém com mais conhecimentos do que ele e que pudesse abrir novas fronteiras. Assim, com a indicação de que estaria sempre disponível e que continuaria a apoiar o grupo no que fosse necessário, explicou que a partir dali o grupo usufruiria de um subsídio anual da câmara com que poderia contratar um maestro/professor e, manter o funcionamento do mesmo.
Continuando apoiado, quer pelo José Batata quer pela Secção Cultural da Câmara, em termos humanos, pessoais e financeiros o grupo começou aos poucos a delinear o seu próprio percurso.
Inicialmente os fundos financeiros eram geridos pela secção cultural da Câmara (onde se encontravam duas pessoas que prestavam o apoio necessário, nomeadamente Carlos Canelas e J. A. Batata, e a função dos elementos na gestão destes era decidir onde o dinheiro iria ser gasto. Isto passou-se em 1992.
As escolhas, passaram por algumas pessoas que leccionavam nos conservatórios ou academias que os elementos do grupo frequentavam e, por conseguinte, conheciam. Dado ninguém se mostrar disponível para este projecto na margem sul, o oboísta do grupo lembrou-se então de convidar Bruno Pizzamillo do Opus Ensemble, que aceitou, passando a ser o orientador do grupo no ano seguinte.
Manuel Lopes da Cruz substitui o antigo orientador, em 1993, começando uma nova fase da Camerata Musical do Barreiro (ainda sob o nome de Camerata Juvenil do Barreiro).
Inicialmente, os concertos continuaram a ser realizados anualmente na entrega das bolsas Fernando Lopes Graça. Mas em breve começaram a surgir os convites para concertos a realizar em escolas. O primeiro derivou dum convite feito à Banda do Barreiro para actuar numa escola. A Banda não podia realizar o concerto pelo que a secção cultural da Câmara do Barreiro propôs que este fosse realizado pela Camerata. Passaram a existir mais convites para a realização de concertos nas escolas e, aos poucos, os convites passaram a ser para aberturas de exposições de pintura, colóquios, seminários, inicialmente estritos ao Concelho do Barreiro e através da Câmara do Barreiro ou outras instituições do Concelho.
Os convites para a realização de concertos estenderam-se a outras áreas, nomeadamente Lisboa, Setúbal, Moita, Azeitão, Sintra, entre outras.
Entretanto, a constituição do grupo passou por muitas mudanças. As pessoas do naipe das cordas mantiveram-se com algumas, ligeiras, alterações. A dificuldade sempre se colocou na obtenção de baixos (violoncelos e contrabaixos) pelo que geralmente quando existiam concertos eram convidados músicos. Muitas pessoas dos sopros entravam e saiam da orquestra.
Por volta de 1994 a maioria dos membros da Camerata tinha passado ou pertencia à Orquestra Sinfónica Juvenil com benefícios a nível de conhecimentos. Muitos jovens desta orquestra eram convidados para fazer concertos e alguns acabavam por ficar no grupo.
Em 1998 foi, ainda, o ano em que a Camerata mudou o seu nome para Camerata Musical do Barreiro e se constituiu como Associação Cultural Sem Fins Lucrativos. Em 1998, como a Camerata se tratava de uma estrutura da própria autarquia, por força legal, foi necessário que, tanto a Camerata como a Banda do Barreiro, se tornassem associações. A Camerata optou assim pelo nome de Camerata Musical do Barreiro, tendo sido, o grupo, reconhecido no Diário da Républica.
Em 1999/2000 o naipe das cordas conta com cerca de 15 pessoas e o dos sopros com 8 pessoas.
Ocasionalmente, dado que alguns elementos que integram a Camerata estudam canto, realizam-se obras com componente vocal, o que também se torna uma mais valia para a Camerata, pois permite uma visibilidade de outro tipo de repertório.
No ano 2000, a Camerata realizou inúmeros concertos onde se destacaram as seguintes obras: Concerto Brandeburguês nº1, onde foram solistas o maestro (oboé) e antiga concertina da Camerata (violino), o concerto para viola e orquestra em Dó m de J. C. Bach e o concerto para flautim e orquestra de Vivaldi.
A Orquestra Camerata Musical do Barreiro já realizou duas gravações de CDs, no qual se destaca no primeiro:
- Hornpipe de George Frederic Haendel
- Coral de Santo António de Haydn/Brahms
- Dança Hungara nº5 de Brahms
- Barcarola de Offenbach
- duas valsas - Du und Du e Kaiser Walzer de Johann Strauss
- Suite nº1 de Luís Cipriano
No segundo, em Maio de 2006, foi efectuada a gravação de "As fantásticas aventuras do Grão de Bico", de Jorge Salgueiro, para o Teatro ´O Bando´.
É constituída por cerca de 24 instrumentistas com idades compreendidas entre os 12 e os 38 anos, integrando os seguintes instrumentos :
- violino
- violeta
- violoncelo
- contrabaixo
- flauta transversal
- oboé
- clarinete
- fagote
- trompa
- piano
Actualmente, a Camerata é vista pela Câmara como uma associação que não representa a Câmara, mas antes o Concelho e, “a Câmara Municipal do Barreiro sente muito orgulho nisso! ”
Visite para conhecer : http://camerata.musical.do.barreiro.googlepages.com/index.htm
Página elaborada por Ana Luísa dos Santos no âmbito das cadeiras de Etnomusicologia e Internet como Recurso para a Aprendizagem do 3º ano do curso de Professores de Educação Musical do Ensino Básico da Escola Superior de Educação de Setúbal.
CONCERTO DA CAMERATA MUSICAL DO BARREIRO NAS OFICINAS DA EMEF













