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Moldura

Sesimbra volta a apostar nas conservasImagem renovada e promoção nos restaurantes são as principais medidas

As conservas de Sesimbra, produzidas pela Sesibal OP - Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, vão regressar com uma nova imagem. A embalagem está a ser preparada pela Câmara Municipal e as primeiras conservas com nova embalagem devem começar a chegar ao mercado no próximo Verão.

2 min de leitura
Sesimbra volta a apostar nas conservas Imagem renovada e promoção nos restaurantes são as principais medidas

Por Jornal Rostos

Sardinha e cavalinhas de Sesimbra em azeite e óleo e petingas em tomate são, para já, as variedades em preparação. A autarquia vai efectuar contactos com entidades ligadas ao comércio, a fim de garantir uma ampla distribuição do produto. A integração das conservas nas ementas dos restaurantes faz parte da estratégia de promoção, pelo que o envolvimento destes estabelecimentos é outra das componentes fundamentais do projecto.

A indústria conserveira em Sesimbra

As antigas fábricas de conserva de Sesimbra estavam conotadas com a excelente qualidade dos seus produtos, que
visavam fundamentalmente os mercados da Alemanha e da Bélgica. O pescado mais utilizado nesta indústria, e por isso
a chave da sua produção, era a sardinha. Porém, conservavam--se ainda o atum e outros peixes similares, como alvacoras, cavalas, carapaus pequenos e mesmo chaputas.
A actividade laboral destas fábricas pautava, em grande medida, o ritmo da vida na vila. A sua localização é a evidência
disso mesmo. Ao longo do tempo conheceram-se oito destas unidades de produção conserveira: a Fábrica da
Belavista, situada junto ao antigo matadouro municipal, onde hoje existe o edifício Atlântico, a Fábrica Francesa,
propriedade da firma francesa Salpiquet, localizada nos terrenos fronteiriços à chamada Praça Velha, que ainda
hoje acolhe algumas lojas de companha; a Fábrica Pinto, em Vila Pinto, a Fábrica do Chora, na Rua Dr. Manuel de
Arriaga, a Fábrica dos Gatos, perto da calçada do cemitério, a Fábrica Lusitana, onde hoje é o mercado municipal, a
Fábrica Primorosa ou Fábrica da Caveira, a mais bem equipada do concelho, situada junto ao cemitério, e a Fábrica
Nacional de Conservas, também propriedade da firma Salpiquet, situada no local do antigo hotel Espadarte.
Esta grande quantidade de unidades industriais é reveladora de uma actividade intensa, capaz de potenciar o emprego
na vila e de levar o seu nome para lá das fronteiras nacionais. O colapso da indústria conserveira em Sesimbra
deu-se entre 1970 e 1972 e levou ao fim de mais um capítulo da história da vila.

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