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Moldura

Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca - Santiago do Cacém.Carlos Pinto Coelho conversou com escritor João Tordo

O Jornalista Carlos Pinto Coelho conversou com o escritor João Tordo, na noite de sábado, dia em que se comemorou oficialmente o 13º aniversário da Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém.

Iniciativa onde esteve a Vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Margarida Santos e que contou com casa cheia.

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Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca - Santiago do Cacém. Carlos Pinto Coelho conversou com escritor João Tordo

Por Jornal Rostos

Carlos Pinto Coelho regressou a Santiago do Cacém para falar com o vencedor do Prémio José Saramago, o escritor João Tordo que escolheu Santiago do Cacém como um dos cenários para a obra que lhe deu o prémio, o romance “As Três Vidas”, editado pela QuidNovi.

Numa conversa que durou mais de uma hora e com várias perguntas do público, Carlos Pinto Coelho quis saber o motivo que levou o jovem escritor a escolher Santiago do Cacém como um dos cenários do romance.

João Tordo explicou que no Verão de 2007 quando começou a escrever o livro, andou de carro pelo Alentejo, à procura de um lugar onde “pudesse colocar a minha história”. Um lugar não muito longe da civilização, mas isolado.

Depois de ter encontrado uma herdade que tinha várias casas abandonadas, encontrou mais tarde, num dia muito quente, a casa que procurava, junto ao Castelo de Santiago.

Questionado pelo jornalista Carlos Pinto Coelho, se podemos considerar o livro, um romance da literatura portuguesa, João Tordo, disse que tem “dificuldades em perceber o que é a literatura portuguesa”.

“A única coisa com que me preocupo é em contar bem uma história para que as pessoas que a leiam, não tenham vontade de parar” respondeu o jovem escritor que confessou ser “um cidadão do Mundo”, que necessita desse Mundo para “contar as histórias”.

Várias pessoas no público que já leram as três obras de João Tordo consideram o escritor “muito cinematográfico”, já que qualquer um dos livros pode ser adaptado ao cinema.

Carlos Pinto Coelho quis ainda saber qual a opinião de João Tordo sobre a importância das tertúlias literárias. O escritor respondeu que “existe um grau de inveja entre os escritores e seria bom que os jovens escritores pudessem unir-se, nestes tempos cada vez mais individualistas”.

“Tenho saudades dos escritores boémios”, concluiu João Tordo.

O “Café Literário Especial” que decorreu no sábado foi ainda animado por Rangel de Andrade, Carla Nunes e por Bailó, que agraciaram o público com duas músicas de Fausto. No final, a Vereadora Margarida Santos convidou o público a cortar o bolo de aniversário da biblioteca.

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