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Anunciados os 54 nomeados da primeira fasedo Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa

Foram hoje apresentados no Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro, os 54 semifinalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, encontrando-se entre eles os portugueses António Lobo Antunes (O meu nome é legião e Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?), José Saramago (Caim), Maria Teresa Horta (Poemas do Brasil) e Mário Cláudio (Boa noite, Senhor Soares), os angolanos Ondjaki (Avó dezenove e o segredo do soviético) e José Eduardo Agualusa (Barroco Tropical), assim como o moçambicano Mia Couto (Antes de nascer o mundo).

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Por Jornal Rostos

Relativamente aos autores brasileiros entre as obras semifinalistas, estão nomes como os romancistas Rubem Fonseca (O seminarista) e João Ubaldo Ribeiro (O albatroz azul); Dalton Trevisan (Violetas e pavões) e o cronista Luis Fernando Veríssimo (Os espiões). Também aparecem nomes que despontaram nas últimas duas décadas e contam já com enorme recepção da crítica e do público, além de terem recebido os principais prémios literários brasileiros, como Ana Miranda (Yuxim), Milton Hatoum (A cidade ilhada), Chico Buarque (Leite derramado), Bernardo Ajzenberg (Olhos secos), Luiz Ruffato (Estive em Lisboa e lembrei de você), Bernardo Carvalho (O filho da mãe) e Mario Sabino (A boca da verdade).

Destacam-se ainda escritores que representam um sopro renovador na ficção e que têm vindo a publicar desde estreias que podem ser consideradas recentes, como Beatriz Bracher (Meu amor), Paloma Vidal (Algum lugar), Michel Laub (O gato diz adeus) e Rodrigo Lacerda (Outra vida). A edição de 2010 marca, ainda, o ressurgimento da prosa explosiva de Reinaldo Moares (ícone da literatura brasileira dos anos 80), com o romance Pornopopéia, e o surpreendente surgimento de um escritor que já era reconhecido como um de nossos maiores jornalistas culturais: Edney Silvestre, com o perturbador Se eu fechar os olhos agora.

Na poesia, a lista traz nada menos do que o criador do último movimento de vanguarda brasileira, a poesia concreta: Décio Pignatari, autor do livro Bili com limão verde na mão, um romance de formação em versos.

Amando Freitas Filho (Lar) é outro nome com lugar assegurado no panorama da poesia brasileira do século XX, dentro de uma lista que conta com autores que constam de qualquer antologia poética: Júlio Castañon Guimarães (Do que ainda), Carlito Azevedo (Monodrama), Dora Ribeiro (A teoria do jardim) Heitor Ferraz Mello (Um a menos) – além de Eduardo Sterzi, poeta que no seu segundo livro, Aleijão, desponta com uma lírica ao mesmo tempo erudita e experimental.

O discurso da memória está presente em boa parte das obras de Mino Carta (Crônicas da Mooca), Affonso Romano Sant’Anna (Perdidos em Toscana) e Jose Mindlin (No mundos dos livros), havendo sempre um público ansioso por esses registos.

Em Agosto, essas 54 obras concorrem pela vaga dos dez finalistas. O Júri responsável por essa escolha é formado por: Alcides Villaça, Allison Marcos Leão, António Carlos Secchin, António Torres, Beatriz Resende, Cristovão Tezza, Jerusa Pires Ferreira, José Castello, Lorival Holanda, Regina Zilberman, Sérgio Sá e pelos Curadores do Prémio: Benjamin Abdala Jr., Leyla Perrone-Moisés, Manuel da Costa Pinto e Selma Caetano.

Sobre o Prémio

O Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa distingue obras escritas em português, independentemente da nacionalidade do seu escritor, desde que publicadas no Brasil no ano anterior e contempla os três vencedores com R$ 100 mil ao primeiro colocado, R$ 35 mil ao segundo e R$ 15 mil ao terceiro, respectivamente 45 mil euros, 15.700 euros e 6.700 euros.

A lista completa com todas as obras encontra-se no site: www.premioportugaltelecom.com.br .

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