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Carta Arqueológica Arrábida - Setúbal / SesimbraUm parque temático da pré-história vai ser criado em Setúbal

Um parque temático da pré-história vai ser criado em Setúbal, na Serra do Risco, com os achados identificados na Carta Arqueológica da Arrábida, que deve estar concluída dentro de um ano.

O anúncio foi feito hoje pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na cerimónia de assinatura do protocolo de elaboração da Carta Arqueológica da Arrábida, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a que assistiram o secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, e o presidente da Câmara de Sesimbra, Augusto Pólvora.

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Carta Arqueológica Arrábida - Setúbal / Sesimbra Um parque temático da pré-história vai ser criado em Setúbal

Por Jornal Rostos

A colaboração, com vista a elaboração da Carta Arqueológica da Arrábida, um investimento de 15 mil euros para o Município de Setúbal, foi estabelecida entre a Autarquia e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, através do Centro de Investigação e Estudo em Belas-Artes.

O futuro parque temático de Setúbal e Sesimbra vai permitir o desenvolvimento turístico-cultural, dando a conhecer as aldeias descobertas ao longo da evolução dos trabalhos no âmbito da carta arqueológica, tendo sido já identificadas povoações na Serra do Risco que datam da Idade do Bronze.

O parque temático na Arrábida é uma parceria entre os municípios de Setúbal e Sesimbra, que resolveram juntar “esforços financeiros” para concretizar o projecto delimitado, territorialmente, pelos dois concelhos.

Este projecto tem como instrumento científico a Carta Arqueológica da Arrábida, nos territórios de Setúbal e de Sesimbra, concelho que já tem publicada a revisão de um primeiro documento e que irá reforçar a sustentação da candidatura da Arrábida a Património Mundial.

“Uma carta arqueológica não é apenas um relatório para entendidos, nem uma tese”, comentou Maria das Dores Meira, salientando que é “uma âncora do pensamento estratégico para uma região”.

O secretário de Estado da Cultura sublinhou que só é possível defender bem o que conhecemos bem, sendo que “a Carta Arqueológica da Arrábida é uma mais-valia para o nosso conhecimento”.

Elísio Summavielle referiu que constitui ainda um “exemplo de boas práticas” devido à participação de várias entidades.

O coordenador da Carta Arqueológica da Arrábida, Manuel Calado, explicou que o processo de elaboração de um documento deste género passa pelo “levantamento de tudo o que está publicado sobre a arqueologia ao nível concelhio” e o trabalho no local, como as escavações.

A alteração dos solos e as novas ferramentas, como o GPS, permitem “obter informação científica para reconstruir as várias épocas” arqueológicas e territoriais.

Manuel Calado manifestou contentamento por esta acção de “defesa do património”, ao contrário do que sucede muitas vezes, quando as cartas arqueológicas, que podem ser usadas por cidadãos, escolas e Estado, “só são feitas infelizmente a reboque das grandes obras públicas”.

O aprofundamento das prospecções arqueológicas, no contexto geográfico da Arrábida, tendo como objectivo imediato a obtenção de dados para o estudo de impacte ambiental e a posterior elaboração dos conteúdos museológicos do futuro parque temático são duas acções da competência da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e do Centro de Investigação e Estudo em Belas-Artes.

Cabe ainda garantir a limpeza, marcação, acondicionamento e inventariação, em base de dados digital, dos materiais arqueológicos recolhidos, bem como o apoio da actividade museológica relativa aos achados.

Os trabalhos são efectuados por uma equipa, constituída por professores, investigadores e alunos da faculdade, em estreita colaboração com os serviços da Autarquia.

O director da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, Luís Jorge Gonçalves, referiu que, na continuação do trabalho efectuado em Sesimbra, o projecto “tem sido uma escola, com a participação dos alunos de Belas-Artes e os arqueólogos municipais”.

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