Arquivo Municipal de SetúbalVisitado por cerca de 80 alunos
Esta visita foi proporcionada aos alunos de três turmas do 5.º e 6.º anos por três estudantes do 3.º ano do curso de Animação e Intervenção Sociocultural, da Escola Superior de Educação de Setúbal, no âmbito do estágio curricular.

Por Jornal Rostos
Antes da visita, à tarde, ao arquivo municipal, o grupo de alunos foi recebido pela presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
A autarca testou os conhecimentos das crianças sobre a história local, perguntando-lhes quem conheciam das personalidades retratadas no Tríptico de Luciano.
Entre Camões e o Papa, muitos indicaram Luísa Todi e Bocage. Já em relação ao tema “arquivo” a lição estava mais bem estudada. A autarca explicou, contudo, a importância deste espaço: “Guarda o que é a história e a vida do município, para sabermos o que se passou.”
Ana Silveira, Dalila Garcia e Nuno Soares são os alunos envolvidos nesta iniciativa, que resultou numa parceria entre a Câmara Municipal de Setúbal, o Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi e a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
“Nunca tínhamos trabalhado com estas idades escolares e o projecto nunca tinha sido implementado”, contou a aluna Dalila Garcia, acrescentando que fazer algo em parceria com a Autarquia tem “algum peso”.
A preparação para a visita ao arquivo municipal foi feita, pelos três estudantes, durante as cinco semanas em que trabalharam com os alunos do 5.º e 6.º anos. Durante as sessões “dinâmicas”, foram introduzidas noções sobre documentos de arquivo e a função dos profissionais deste sector.
O incêndio que deflagrou na madrugada do 5 de Outubro de 1910 nas instalações da Câmara Municipal e que destruiu todo o arquivo existente foi também abordado.
O responsável pelo Arquivo Municipal de Setúbal e impulsionador do AnimArq, Joaquim Moreira, explicou aos alunos como se processa o arquivamento dos documentos que reúnem toda a actividade do Município, como recursos humanos e processos urbanísticos.
Joaquim Moreira salientou a importância da difusão do arquivo, sendo o “valor mais alto da investigação histórica”.
Pormenores da história local, económica e social que podem ser explorados nos arquivos escritos, fotográficos e digital.
Dois funcionários mostraram como se faz o tratamento dos documentos, processo que permite a conservação da “história da cidade”.
Até ao final do ano, um site vai disponível uma base de dados online, onde os munícipes podem aceder a um catálogo do arquivo.
Um jogo de perguntas, mímica, palavra proibida e desenho, intitulado ArquiParty, animou os alunos nas arcadas dos Paços do Concelho, que puseram à prova a matéria dada nas sessões do projecto AnimArq.













