Presidente da República entregou Prémios Literáriosda Estoril Sol no Auditório do Casino Estoril

Por Jornal Rostos
Para o Presidente da República, depois de saudar os vencedores e o Júri presidido pelo escritor e ensaísta Vasco Graça Moura, dissertando sobre o conteúdo de cada uma das obras premiadas, referiu, a propósito, que “ celebrar a cultura nas suas diversas vertentes é uma missão grandiosa para aqueles que se propõem chamar a si o que de melhor se faz em Portugal e no Mundo, na Arte, a Literatura, na Música e no Espectáculo”.
E Cavaco Silva concretizou, dizendo, felicitar a Estoril Sol ” pela sua relevante actividade na promoção e divulgação da actividade artística, musical e literária, de que estes dois Prémios são exemplo, e faço votos para que continue empenhada em associar à sua dimensão empresarial esta função de relevo no domínio da cultura, provando o muito que os cidadãos e as empresas podem e devem fazer neste domínio”.
Já Vasco Graça Moura, depois de se referir longamente aos romances vencedores, fundamentando e enquadrando as escolhas do Júri a que preside, observou no inicio da sua intervenção que “ a escolha dos “santos pedroeiros” destes dois Prémios justifica-se por si mesma e dispensa qualquer outro desenvolvimento que não seja o de realçar o significado de assim ser prestada uma grata homenagem a dois astros de primeira grandeza das nossas Letras, como Agustina e Fernando Namora”.
A seguir ao momento maior da entrega dos Prémios aos dois vencedores pelo Presidente da República, foi Raquel Ochoa quem, primeiro, se dirigiu à numerosa assistência referindo, a propósito do seu romance vencedor, que a Estoril Sol “ao criar este Prémio, cujo nome Agustina Bessa-Luís evoca com solenidade toda uma nação literária, consegue de uma só penada homenagear esta brilhante autora, criar um ambiente de esperança entre a comunidade de escritores mais novos e levar ao grande público, com uma visibilidade de outro modo impossível, uma obra que o Júri acredita acrescentar algo ao nosso panorama cultural”.
Por seu lado, Mário de Carvalho, recordou “Este prémio literário é também uma ocasião para relembrar Fernando Namora, quando a opacidade do esquecimento, numa espécie de persistência da treva, tende a apagá-lo ou a obnubilá-lo. Trata-se de uma dos grandes escritores portugueses que elaborou uma das obras literárias mais consistentes do século XX, e em certa altura, uma das mais traduzidas para outras línguas”.
Na abertura da cerimónia, o presidente da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, sublinhou que “Temos um compromisso com a Cultura. Um compromisso a que, devotadamente, nos entregamos e que se vem desdobrando em múltiplas iniciativas: desde o Espectáculo, na criação de produções originais, à Música, incluindo a erudita, ao Teatro, com não poucas peças de natureza experimental, às Artes Plásticas, abrindo espaço à coexistência dos mais jovens com nomes já consagrados, à publicação da “Egoísta” – agora a celebrar dez anos – revista cultural múltiplas vezes premiada pelas mais reputadas instituições nacionais e internacionais, e na qual têm colaborado os mais destacados mestres do grafismo, da fotografia e escritores de Língua portuguesa”.
Recorde-se que Júri dos Prémios Literários instituídos pela Estoril Sol, presidido por Vasco Graça Moura, foi integrado por Guilherme D`Oliveira Martins, em representação do CNC – Centro Nacional de Cultura; José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores; Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas; Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários e por Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual; e, ainda, por Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol, a quem cabe a iniciativa deste Prémio atribuído desde 1987.













