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Artur Santos Silva, Presidente da Comissão Nacionalpara as Comemorações do Centenário da República desloca-se a Grândola

Artur Santos Silva preside já na próxima 6.ªfeira, 22 de Outubro, à homenagem a José Jacinto Nunes, grande defensor dos ideais republicanos, democráticos e municipalistas, no dia em que em Grândola, também se comemora o Feriado Municipal, pela atribuição de foral de vila em 1544.

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Artur Santos Silva, Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República desloca-se a Grândola

Por Jornal Rostos

Os Paços do Concelho são a partir das 11h, o cenário da Evocação Histórica da Proclamação da República em Grândola com vários figurantes, a que se segue a Cerimónia do Hastear da Bandeira, e as intervenções alusivas ao Centenário da República, pelos Presidente do Município de Grândola, Presidente da Comissão de Honra das Comemorações e Governador Civil de Setúbal. A encerrar, a intervenção do Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
Artur Santos Silva preside depois à Inauguração na Biblioteca Municipal da Exposição “Jacinto Nunes – Republicano e Municipalista”

JOSÉ JACINTO NUNES

José Jacinto Nunes nasceu a 25 de Outubro de 1839, em Pedrógão Grande, e faleceu em Grândola em 9 de Novembro de 1931.
Frequentou o Seminário de Coimbra, tendo-o abandonado para se inscrever na Faculdade de Direito, onde se formou em 1865. Integrado numa geração que viveu sob a influência dos valores da Revolução Francesa (1789), Jacinto Nunes revelou-se um grande entusiasta dos ideais democráticos e republicanos.
Exerceu advocacia na sua terra natal e, em 1866, foi nomeado Administrador do Concelho de Grândola.
Casou em 7 de Junho de 1869, na igreja de Santa Margarida da Serra, com Maria da Natividade Paes e Vasconcelos.

A partir de 1870 ocupou, quase ininterruptamente, a presidência da Câmara Municipal de Grândola.
Fez parte do Directório do Partido Republicano, tendo sido vítima de perseguições e preso por duas vezes. Foi eleito deputado, integrou a Câmara do Senado, tomou parte nas Constituintes, mas nunca quis ser ministro nem aceitou condecorações.
Partidário do princípio da descentralização administrativa, enquanto administrador local, a sua acção pautou-se pela intransigente e contínua defesa e promoção do Concelho de Grândola.

Este verdadeiro exemplo de homem/cidadão, que desde jovem contribuiu destacadamente para a difusão do ideário republicano, no final da vida demonstrava abertamente a sua decepção com a sua materialização. Sintomaticamente, alterava o título da sua obra Reivindicações Democráticas para Ilusões Perdidas. Venerado pelos seus contemporâneos permanece como uma incontornável referência do republicanismo e do poder local.

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