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Lançamento do livro em AlmadaEntre Memória e Criação – A Reabilitação da Ermida de São Sebastião em Almada

É lançado no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 18h, na Ermida de São Sebastião, na Rua dos Espartários, em Almada, o livro “Entre Memória e Criação – A Reabilitação da Ermida de São Sebastião em Almada”. A concepção e coordenação geral desta obra é da arquitecta municipal Maria José Lopes.

Nesta edição da Câmara Municipal de Almada faz-se uma “viagem” pela história da ermida, assim como se explora todo o processo de requalificação de que foi alvo, culminado com a sua reabertura, em Julho de 2009.

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Lançamento do livro em Almada Entre Memória e Criação – A Reabilitação da Ermida de São Sebastião em Almada

Por Jornal Rostos

A Igreja de São Sebastião é propriedade da Câmara Municipal de Almada.

As obras de recuperação

Após a aquisição pela Câmara, em 1993, o processo de requalificação da Igreja levou à demolição de todas as construções anexas à Igreja e ao realojamento das famílias que ali habitavam.
Entre os anos de 2000 e 2003 foi realizado um profundo estudo do edifício, assim como foi sendo definida a estratégia de reabilitação da Igreja e sua envolvente.
A investigação terminou em 2004 com a realização do projecto de arquitectura e de estruturas para a 1ª fase da obra de reabilitação, que decorreu em 2005 e 2006.
Em 2007 arrancaram os projectos para a 2ª fase da obra, que decorreu até Junho de 2009.

Um património com história

Segundo investigações efectuadas, estima-se que a Ermida de São Sebastião tenha sido erigida no século XVI.
Sem ser possível precisar a data exacta da construção, foi confirmada a sua existência em 1587. Também em 1669 existe um registo da colocação, por gentes de Lisboa, de uma imagem de Nossa senhora dos Prazeres nesta ermida.
Com o passar dos anos o edifício foi-se degradando e no século XVIII os sinais de ruína eram tais que foi necessária a sua total reedificação entre 1729 e 1738. Poucos anos depois, esta Igreja ficou completamente arruinada devido ao terramoto de 1755.
A sua reconstrução foi possível graças à iniciativa do povo almadense, que organizou durante anos touradas para a angariação de fundos.
No século XIX a ermida voltou a sofrer um duro golpe, com o anticlericalismo característico do liberalismo a votar este espaço ao abandono. O edifício passou então a servir de hospital provisório, recebendo também pobres e indigentes.
Entretanto, a antiga Ermida passou a ser utilizada como palheiro da Câmara de Almada, acabando por ser vendida pela autarquia, em 1904, a um particular e “transformada” em habitação e taberna. Função que permaneceu até 1993, altura em que foi adquirida pelo Município.

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