Saltar para o conteúdo
Moldura

No dia da «Memória de Augusto Cabrita» – Barreiro«Belarmino» passa no canal RTP Memória

. O Mestre Augusto Cabrita partiu da nossa companhia no dia 1 de Fevereiro de 1993

Hoje, pelas 22,20 horas, no canal RTP Memória, poderá ver o filme «Belarmino», com direcção de fotografia de Augusto Cabrita.

Este filme de 1964, é uma das primeiras longas-metragens do realizador Fernando Lopes e considerado “uma obra-chave do cinema português dos anos 60”.

4 min de leitura
No dia da «Memória de Augusto Cabrita» – Barreiro «Belarmino» passa no canal RTP Memória

Por Jornal Rostos

O filme considerado biográfico, entre o documentário e o drama social, é realizado a partir de uma entrevista efectuada por Baptista Bastos a Belarmino.
“Numa rigorosa fotografia (a preto e branco), assinada por Augusto Cabrita, acompanham-se os passos de Belarmino por Lisboa, permitindo sentir e persentir a vida real da cidade nos anos 60, entre o Rossio, Baixa e Restauradores ou Mouraria, entrando em cafés, restaurantes e bares, escolas e ringues de boxe” – é referido na apresentação do filme.

Recorde-se que foi há 18 anos, no dia de hoje, dia 1 de Fevereiro, que o Barreiro viveu com muita emoção a despedida de Augusto Cabrita.
Pela Igreja de Santa Cruz passaram muitas figuras da vida politica e da cultura de Portugal, evocando a memória daquele que foi um dos maiores nomes da fotografia de Portugal e no mundo.
Numa obra editada em tempo, que destaca as principais 1000 figuras da história de Portugal, desde a sua fundação, Augusto Cabrita é um dos nomes referenciados.
O Barreiro tem neste seu filho uma referência e um homem que espalhou a sua terra por muitos cantos do mundo.

Hoje, na RTP Memória, pode reviver uma das mais belas obras do cinema português com fotografia do Mestre Augusto Cabrita.

BIOGRAFIA

Augusto António do Carmo Cabrita

Nasceu no Barreiro a 16 de Março de 1923 e “a sua grandeza como homem e artista fundem-se, nesta terra, com a familiaridade das palavras e dos gestos quotidianamente trocados, expressão de uma ternura e atenção constantes”.
Adoeceu gravemente em 1985, com uma infecção bacteriana anaeróbia. Recomeçou a trabalhar em 1988, e veio a falecer em Lisboa (Hospital da CUF) a 01 de Fevereiro de 1993. Foi no Barreiro que fez os seus estudos primários e secundários, e aí se iniciou em desportos como o remo e a natação (Clube Naval). Aos 13 anos começou o seu interesse pela fotografia. Teve o seu primeiro emprego no escritório da Grande Garagem do Sul, pertencente à família.

Autodidacta em fotografia, começou também a tocar de ouvido, piano e um pouco mais tarde acordeão e celesta. A música, tal como a fotografia, era uma das suas grandes paixões. A frequência dos estúdios e salas da Valentim de Carvalho em Lisboa permitiu-lhe praticar intensamente piano, e estabelecer fortes relações de amizade com os directores da empresa. No final dos anos 40 marcou presença em exposições e concursos nacionais e internacionais de fotografia, onde ganhou várias altas distinções como o Prémio Rizzoli (fotografia publicitária), Itália. Em 1956 inaugurou na Rua Dr. Eusébio Leão (Barreiro) um estúdio de fotografia. Nesse mesmo ano casou com D. Maria Manuela Peixinho de quem teve três filhos (Maria Manuela, Augusto António e Luisa Maria).
Acompanhou ao piano as cançonetistas Lina Maria e a sua conterrânea Maria de Lurdes Resende. Fez capas para discos de Amália Rodrigues, Carlos Paredes, Luís de Gois, Maria Barroso (poemas), Simone de Oliveira, etc.

Fotógrafo e cineasta, foi delegado da Associação Internacional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos, membro de júris nacionais e internacionais, fotojornalista do jornal O Século e das revistas Eva, Flama, Século Ilustrado e em revistas da especialidade um pouco por todo o mundo.
No campo editorial lançou vários títulos sobre escultura, pintura, fotografia e teatro. Foram, porém, os trabalhos para a TV e para o Cinema que deram firme personalidade à sua carreira, “à máquina fotográfica, que sempre o acompanhava onde quer que estivesse, juntou-se pois a câmara”. A sua lista de curtas metragens e de reportagens para a RTP ultrapassa as 650. Foi operador, director de fotografia, realizador e até produtor, porém sem jamais abdicar do que mais gostava de ser - um repórter, um olheiro dos acontecimentos, um historiador da actualidade.

Texto reproduzido do blog da Galeria João Martins, onde pode ser efectuado um encontro com a obra e com o homem – Cidadão Honorário do Barreiro – Augusto Cabrita.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção