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Obras no Centro Histórico de Santiago do CacémAbertura de vala detecta silos e um esqueleto na Praça Conde do Bracial

As obras a decorrer no Centro Histórico de Santiago do Cacém, no âmbito da requalificação daquela zona da cidade permitiram identificar três silos da época moderna/contemporânea, um esqueleto e algumas moedas.

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Obras no Centro Histórico de Santiago do Cacém Abertura de vala detecta silos e um esqueleto na Praça Conde do Bracial

Por Jornal Rostos

O acompanhamento das escavações arqueológicas a decorrer na Praça Conde do Bracial, junto ao pelourinho, está a ser feito pelo arqueólogo da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Rui Fragoso e pela arqueóloga Sofia Tereso especialista em antropologia biológica, também ao serviço da Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

Rui Fragoso explica a importância da descoberta uma vez que se desconhecia a existência de silos naquela zona da cidade o que abre uma nova linha de investigação no Centro Histórico.
“Estes silos permitiam na época medieval o armazenamento de cereais, mas para já desconhece-se a sua utilidade na época moderna”, adianta o arqueólogo que acrescentou tratar-se da primeira intervenção com carácter cientifico realizada no âmbito de obras no Centro Histórico de Santiago do Cacém, o que agradou bastante ao IGESPAR, extensão de Castro Verde.

Durante a abertura da vala foi ainda encontrado um esqueleto humano que está a ser definido neste momento, assim como algumas moedas.
Sofia Tereso pensa que o sítio terá sido local de necrópole associada à Igreja e hospital de Espírito Santo, no entanto, desconhece-se se o enterramento terá ocorrido na época medieval ou não.
“Se encontrarmos algum tipo de material associado, podemos dar uma cronologia”, explicou a antropóloga que anunciou igualmente a descoberta de parte de um crânio no silo número dois.
Os técnicos da autarquia realçam a rapidez com que os trabalhos estão a ser desenvolvidos. Rui Fragoso sublinha mesmo que o facto de “termos uma arqueóloga com especialização em antropologia biológica impede que a obra esteja condicionada durante muito tempo”.
Os silos e o esqueleto foram identificados dia 18 de Janeiro e as escavações iniciaram-se um dia depois.
“Conseguimos conciliar o interesse público e o património histórico é registado, preservado e valorizado com a respectiva obra”, sublinhou Rui Fragoso.

3ª fase das escavações decorre na Igreja da Misericórdia de Alvalade

Os dois técnicos do município são igualmente responsáveis pelas escavações na Igreja da Misericórdia de Alvalade onde decorre a 3ª fase dos trabalhos.
Sofia Tereso sublinha o envolvimento das crianças que participam durante as férias escolares nos Ateliers de Arqueologia promovidos pela Câmara Municipal. Actualmente as escavações permitiram encontrar mais esqueletos que vão ser identificados posteriormente. Estes trabalhos integram-se na futura criação do pólo museológico de Alvalade.

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