Mário Zambujal e Maestro Victorino d’Almeida em Santiago do Cacémpara uma conversa à volta dos livros e das vivencias
O escritor Mário Zambujal e o Maestro Victorino d’Almeida são os convidados desta sessão que pretende também comemorar o décimo quarto aniversário da Biblioteca Manuel da Fonseca.

Por Jornal Rostos
Mário Zambujal e o Maestro vão falar de livros e da sua vivencia, numa sessão que inclui também uma Sessão de Autógrafos.
Dama de Espadas – Crónica dos Loucos Amantes é o novo romance de Mário Zambujal. Lançado pela nova editora portuguesa CLUBE DO AUTOR, o autor com o seu admirável ritmo narrativo e clareza de escrita salpicada de humor, apresenta-nos Eva Teresa, garota de onze anos, e Filipe, rapaz de dezoito, que namora com a irmã, Rosália.
Há uma empatia folgazã entre a pequenita e o previsível futuro cunhado, mas a vida afasta-os com a viagem
da família para o Brasil. Quando, anos depois, Filipe revê
Eva Teresa descobre-a mulher e deslumbrante. Os sentimentos do jovem transformam-se em paixão e começa
outra história. Entre episódios imprevisíveis que enlaçam mistério e comicidade, ambos só se reencontram em
Sintra onde iniciam um romance atribulado.
No seu estilo inconfundível, Mário Zambujal traz-nos uma
obra em que se aliam a vontade de saborear cada passo
da trama e o prazer da leitura.
Biografia:
Mário Zambujal fez a sua estreia literária em 1980 com Crónica dos Bons Malandros a que se seguiram Histórias do Fim da Rua e À Noite Logo se Vê. Após um hiato, em que escreveu histórias para televisão, teatro e rádio, voltou aos livros com Fora de Mão, Primeiro as Senhoras, Já Não se Escrevem Cartas de Amor e Uma Noite Não São Dias. Actual presidente do Clube de Jornalistas, Mário Zambujal foi ainda jornalista de A Bola e de O Jornal, subchefe de redacção de O Diário de Lisboa, chefe de redacção de O Século, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e dos semanários Se7e e Tal & Qual, subdirector do Canal 2 da RTP e apresentador de diversos programas
de televisão.
Maestro Victorino d’Almeida apresenta autobiografia “Ao Princípio era Eu”.
A sua genialidade, simpatia e irreverência, indissociável da bengala e do cabelo em desalinho, fazem de António Victorino d’ Almeida uma das figuras mais queridas do panorama artístico nacional. Pianista, compositor, maestro, escritor, realizador de cinema e de televisão, encenador, comunicador nato. Quem é, afinal, o homem por detrás de tantas criações?
Referência incontornável na vida cultural portuguesa, António Victorino d’ Almeida é conhecido sobretudo pela sua produção artística e literária (são muitas e variadas as suas incursões pelo mundo da música, do cinema, da literatura ou da televisão). Porém, Ao Princípio era Eu, a sua autobiografia, mais do que evocar todo esse percurso dá antes a conhecer o homem por detrás do profissional respeitado e multifacetado que é.
Mais do que revelar “o homem dos sete instrumentos”, como é conhecido, a autobiografia de António Victorino d’ Almeida mostra (em histórias e fotografias do seu álbum particular) o homem que era antes de se ter transformado naquilo que é hoje: uma das maiores figuras do panorama cultural português das últimas décadas. A infância, a juventude, a entrada na idade adulta, as primeiras paixões, está tudo nas mais de 600 páginas, fora extratextos, de Ao Princípio era Eu.
Biografia António Victorino d’ Almeida
António Victorino Goulart de Medeiros e Almeida nasceu em Lisboa a 21 de Maio de 1940. Aluno de Campos Coelho, finalizou o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores e diplomou-se em Composição pela Escola Superior de Música da cidade de Viena.
Pianista, compositor e maestro, é ainda autor da adaptação para teatro musicado de A Relíquia, de Eça de Queirós, e realizou o filme A Culpa - primeira longa-metragem portuguesa a vencer um festival de cinema no estrangeiro (Huelva, 1980).
Como escritor, publicou, entre outros, Histórias de Lamento e Regozijo, Coca-Cola Killer, Um Caso de Biografia, Polissário, Tubarão 2000, Memória da Terra Esquecida, O Que é a Música, Toda a Música que eu Conheço (2 vols.), Os Devoradores de Livros e Músicas da Minha Vida.
Escreveu, apresentou e realizou mais de uma centena de documentários culturais para a televisão, foi membro do júri do Concurso de Piano de Moscovo e é actualmente Presidente do Sindicato dos Músicos Portugueses.













