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Alves Redol e Manuel da Fonseca em seloCorreios lembram autores neo-realistas

Alves Redol, fundador do neo-realismo português e Manuel da Fonseca, o escritor de Santiago do Cacém, que retratou o Alentejo na primeira metade do século XX, são lembrados pelos CTT – Correios de Portugal na emissão filatélica “Vultos da História e da Cultura”, que é lançada dia 14 de Março.

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Por Jornal Rostos

O design do selo de Alves Redol, com o valor facial de 0,32 euros, é de Sofia Martins, baseado numa fotografia de Augusto Cabrita, da colecção de António Mota Redol e em ilustrações de Manuel Ribeiro de Pavia, a partir da edição da Popular/Inquérito de “Gaibéus”.

Com o valor de 0,47 euros, o selo que retrata Manuel da Fonseca baseia-se numa fotografia e num manuscrito do escritor, pertencentes ao Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, com design de Sofia Martins.

As obliterações de primeiro dia são feitas nas estações dos Correios dos Restauradores, Lisboa, Município, Porto, Zarco, Funchal, e Antero de Quental, Ponta Delgada.

Alves Redol, que nasceu há 100 anos em Vila Franca de Xira e faleceu em 1969, é fundador do movimento literário do neo-realismo português, autor de obras como “Gaibéus” (1940), o primeiro romance neo-realista publicado em Portugal, ou “Barranco de Cegos” (1962).

Igualmente nascido em 1911, Manuel da Fonseca, natural de Santiago do Cacém, que faleceu em 1993, distinguiu-se pelo retrato do Alentejo dos anos 30 e 40 em romances como “Cerromaior” (1943), “Seara de Vento” (1958) e com o livro de poesia neo-realista “Rosa dos Ventos”, que marca a sua estreia literária em 1940.

A emissão filatélica “Vultos da História e da Cultura homenageia ainda a empreendedora Antónia Ferreira, a Ferreirinha, o escritor e jornalista Trindade Coelho, e Eugénio dos Santos, que dirigiu a construção da Baixa Pombalina.

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