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Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal3º aniversário comemorado com música, exposições e horário alargado

Música, visitas guiadas, horário alargado e música. Estas são as propostas do programa de comemoração do 3º aniversário da Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, um museu subterrâneo único no País, que recebeu mais de 25 mil visitantes desde a sua abertura, a 18 de Abril de 2008.

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Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal 3º aniversário comemorado com música, exposições e horário alargado

Por Jornal Rostos

Três anos depois, a Câmara Municipal prepara-se para comemorar este aniversário, já dia 17 de Abril (domingo), com a Cripta aberta em horário alargado, entre as 9h e as 23h e, no dia 18 (dia em que se assinala o aniversário), com as portas abertas excepcionalmente (já que habitualmente encerram à 2ª feira).

Patente, a partir de dia 17, estará uma exposição intitulada “A terra sigillata na Salacia Urbs Imperatoria”, com cerâmicas do período romano encontradas em escavações arqueológicas no concelho.

Às 15 e às 17 horas há visitas guiadas e, pelas 21 horas, no mesmo dia, o “Galamba’s Quintet”, grupo criado no seio da Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba , actua na Cripta Arqueológica.

Na Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal cruzam-se 26 séculos de história. O subterrâneo, escavado no subsolo da fortaleza e do antigo Convento de Aracaeli, que hoje acolhe a pousada D. Afonso II, oferece uma verdadeira viagem no tempo. Numa atmosfera única, é possível ver vestígios de todos os povos que viveram na colina aos pés da qual se ergue a cidade e aí deixaram a sua marca.

A descoberta deu-se em meados dos anos 90, com o projecto de recuperação das ruínas do convento e da sua conversão para o turismo. Acabaria por escavar-se um piso novo, uma galeria que oferece um percurso labiríntico onde se cruzam testemunhos da ocupação humana, da Idade do Ferro até ao período medieval, percorrendo os períodos romano, visigótico e islâmico, reflectindo a memória do quotidiano das gentes que aqui viveram, os seus gostos, os seus medos, crenças e arte. Como cada época aproveitou as construções precedentes, moldando-as e, em simultâneo, acrescentando-lhes outras construções, as ruínas existentes constituem um complexo puzzle, com vários níveis de ocupação e diferentes cronologias, que se interpenetram.

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