Prémio literário Ondina Braga atribuído a Miguel Pereira da Rocha
O “Prémio Literário Maria Ondina Braga”, instituído pelo Município de Braga para «honrar a memória» da escritora, é atribuído amanhã (quinta-feira, 28 de Abril) a Miguel Pereira da Rocha.

Por Jornal Rostos
Acontece em sessão pública, a partir das 21h30, na Biblioteca de Leitura Pública Craveiro da Silva, durante a qual, a par da leitura de textos alusivos à escritora bracarense, actua o Coro Académico da Universidadedo Minho.
“O Eremita Galego” foi o romance com que Miguel Pereira da Rocha se apresentou a concurso, tendo sido o escolhido de entre 32 trabalhos apreciados por um júri composto por nomes das letras nacionais como Agostinho Domingues, Cândido de Oliveira e Fernando Pinheiro.
Com periodicidade bienal, em anos ímpares, o “Prémio Literário Maria Ondina Braga” é consagrado, alternadamente, à ficção e à poesia, géneros em que a patrona se notabilizou.
Pedro Miguel Pereira da Rocha nasceu em Vouzela em 1973, reside no Minho, é licenciado em Ensino de Português e Inglês, tendo complementado a sua formação académica, em 2006, com uma pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação. Tem desenvolvido a sua actividade profissional como professor no Ensino Básico e Secundário.
Como escritor, publicou em 2009 “Juntos Temos Poder”, em 2010 “Chegámos a Fisterra” e “Já Não se Fazem Homens como Antigamente”, e, em 2011 “O Eremita Galego” (Esfera do Caos).
Instituído pelo Município de Braga, o “Prémio Literário Maria Ondina Braga” tem como objectivo desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita e, assim, «honrar a memória desta insígne escritora, nascida e falecida na cidade, e cuja obra representa um património da mais elevada importância para a cultura nacional e um grande motivo de orgulho para todos os bracarenses».
O concurso é aberto à participação de cidadãos nacionais ou estrangeiros, desde que naturais ou residentes nos distritos de Braga e Viana do Castelo.
Maria Ondina Braga nasceu em Braga a 13 de Janeiro de 1932, onde fez os estudos liceais. Iniciou-se nas letras através da poesia, tendo publicado dois livros de poemas, a par de crónicas de carácter social para jornais bracarenses.
Instalou-se em Inglaterra e depois em França, aliando o trabalho e o estudo. Como docente, ensinou Inglês e Português em Angola, em Goa (onde assistiu à ocupação indiana) e também em Macau, entre 1959 e 1965.
Herdeira de «uma poderosa tradição clássica», mas aqui e ali «sobressaltada por um especial instinto de renovação», Maria Ondina Braga «combina» com extrema sensibilidade a «memória, conto, novela, romance e crónica», tendo sido tradutora de autores como Graham Greene, Bertrand Russel, John Le Carré, Herbert Marcuse, Anaïs Nin e Tzvetan Todorov.
Depois de ter vivido grande parte do seu tempo em Lisboa – onde colaborou também com jornais e revistas como o “Diário Popular”, “A Capital” e “Colóquio/Letras” –, Maria Ondina Braga recolheu-se em Braga, tendo sido homenageada pela Câmara Municipal (1990), que lhe atribuiu igualmente a Medalha de Ouro da cidade (1994).
Para o também reconhecido José António Barreiros, Ondina Braga é «exemplo de uma escrita no feminino, excepcional pela sensibilidade, pela densidade dos sentimentos, pela agudeza da observação humana»: «reclusa no seu universo pessoal, está ali contida, num interior existencial, a totalidade da essência do mundo que vale a pena ser vivido; transmuta a carne em alma, toda a Natureza na Pessoa pela alquimia da literatura».
“O Eremita Galego” foi o romance com que Miguel Pereira da Rocha se apresentou a concurso, tendo sido o escolhido de entre 32 trabalhos apreciados por um júri composto por nomes das letras nacionais como Agostinho Domingues, Cândido de Oliveira e Fernando Pinheiro.
Com periodicidade bienal, em anos ímpares, o “Prémio Literário Maria Ondina Braga” é consagrado, alternadamente, à ficção e à poesia, géneros em que a patrona se notabilizou.
Pedro Miguel Pereira da Rocha nasceu em Vouzela em 1973, reside no Minho, é licenciado em Ensino de Português e Inglês, tendo complementado a sua formação académica, em 2006, com uma pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação. Tem desenvolvido a sua actividade profissional como professor no Ensino Básico e Secundário.
Como escritor, publicou em 2009 “Juntos Temos Poder”, em 2010 “Chegámos a Fisterra” e “Já Não se Fazem Homens como Antigamente”, e, em 2011 “O Eremita Galego” (Esfera do Caos).
Instituído pelo Município de Braga, o “Prémio Literário Maria Ondina Braga” tem como objectivo desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita e, assim, «honrar a memória desta insígne escritora, nascida e falecida na cidade, e cuja obra representa um património da mais elevada importância para a cultura nacional e um grande motivo de orgulho para todos os bracarenses».
O concurso é aberto à participação de cidadãos nacionais ou estrangeiros, desde que naturais ou residentes nos distritos de Braga e Viana do Castelo.
Maria Ondina Braga nasceu em Braga a 13 de Janeiro de 1932, onde fez os estudos liceais. Iniciou-se nas letras através da poesia, tendo publicado dois livros de poemas, a par de crónicas de carácter social para jornais bracarenses.
Instalou-se em Inglaterra e depois em França, aliando o trabalho e o estudo. Como docente, ensinou Inglês e Português em Angola, em Goa (onde assistiu à ocupação indiana) e também em Macau, entre 1959 e 1965.
Herdeira de «uma poderosa tradição clássica», mas aqui e ali «sobressaltada por um especial instinto de renovação», Maria Ondina Braga «combina» com extrema sensibilidade a «memória, conto, novela, romance e crónica», tendo sido tradutora de autores como Graham Greene, Bertrand Russel, John Le Carré, Herbert Marcuse, Anaïs Nin e Tzvetan Todorov.
Depois de ter vivido grande parte do seu tempo em Lisboa – onde colaborou também com jornais e revistas como o “Diário Popular”, “A Capital” e “Colóquio/Letras” –, Maria Ondina Braga recolheu-se em Braga, tendo sido homenageada pela Câmara Municipal (1990), que lhe atribuiu igualmente a Medalha de Ouro da cidade (1994).
Para o também reconhecido José António Barreiros, Ondina Braga é «exemplo de uma escrita no feminino, excepcional pela sensibilidade, pela densidade dos sentimentos, pela agudeza da observação humana»: «reclusa no seu universo pessoal, está ali contida, num interior existencial, a totalidade da essência do mundo que vale a pena ser vivido; transmuta a carne em alma, toda a Natureza na Pessoa pela alquimia da literatura».













