Parque de Pré-História de SetúbalProtocolo que visa a recolha de informação científica na área da Serra do Risco

Por Jornal Rostos
O acordo é estabelecido entre as autarquias de Setúbal e Sesimbra, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o Centro de Investigação e Estudo em Belas-Artes/ Secção Francisco de Holanda de Investigação e de Estudos em Ciências da Arte e do Património da Faculdade de Belas-Artes da Universidade Lisboa e a Casa do Calhariz – Investimentos Agrícolas e Turísticos, S.A.
A recolha de informação de cariz científico é efectuada por uma equipa de professores, investigadores e alunos das instituições universitárias, à qual cabe aprofundar numa escala tão detalhada quanto possível as prospecções arqueológicas, no contexto geográfico da Serra do Risco, tendo como objectivo imediato a obtenção de dados para o Estudo de Impacte Ambiental e, a médio prazo, para a elaboração dos conteúdos museológicos do futuro Parque Arqueológico do Risco.
A execução de sondagens arqueológicas nos principais locais de interesse, previamente identificados na área da Serra do Risco, cujos terrenos são propriedade da Casa do Calhariz – Investimentos Agrícolas e Turísticos, S.A., é outra das tarefas da equipa de investigação.
Os locais a estudar incluem as lapas da Cova e da Ovelha, os povoados da Idade do Bronze, do Neolítico Antigo e do Neolítico Final, a Roça do Casal do Meio, o Píncaro, os Prados e uma área com prováveis monumentos funerários de forma circular.
A equipa deve ainda organizar a informação numa base de dados georreferenciada, limpar, marcar, acondicionar, inventariar e fotografar os materiais arqueológicos recolhidos, e proceder também ao estudo e interpretação preliminar dos dados obtidos.
A apresentação de uma proposta para a valorização dos sítios arqueológicos com maior potencial turístico-cultural, no contexto da criação do Parque de Pré-História na área da Serra do Risco, e o desenvolvimento de acções de divulgação, sensibilização e envolvimento da comunidade neste projecto fazem também parte da lista de obrigações da equipa.
As acções incluem a concepção de uma exposição sobre o monumento da Roça do Casal do Meio e a organização de passeios culturais, de actividades de educação patrimonial e de um ciclo de palestras subordinadas ao âmbito da investigação desenvolvida.
Para fazer face a despesas variadas – alimentação, alojamento, aquisição de serviços e equipamentos, meios logísticos, bibliografia, apoio gráfico e participação em reuniões científicas –, as câmaras municipais de Setúbal e Sesimbra atribuem um apoio financeiro global de 90 mil euros.
O documento determina que a verba, suportada em igual parte por ambas as autarquias, é atribuída em três tranches de 30 mil euros, a primeira após a celebração do protocolo e as outras duas até ao final dos primeiros trimestres de 2012 e 2013.
As autarquias de Setúbal e Sesimbra comprometem-se, também, a prestar apoio nas áreas de arqueologia, mediante a disponibilização para consulta e estudo de materiais arqueológicos e/ou obras bibliográficas que possuam nos seus acervos, e de cartografia digital.
A equipa apresenta até 31 de Dezembro de cada ano um relatório do trabalho desenvolvido.













