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Parque Arqueológico da ArrábidaCâmaras de Sesimbra e Setúbal, Faculdade de Belas-artes e Casa de Calhariz assinam protocolo

. Hoje, dia 12 de Setembro, segunda, 10 horas, Casa de Calhariz

O acordo, que vigora até final de 2013, prevê a realização de sondagens arqueológicas de diagnóstico na Lapa da Nazaré, Povoado da Idade do Bronze, Povoado Neolítico Final – Calcolítico dos Prados, Povoado Neolítico antigo da Roça do Casal do Meio e na Lapa da Cova, os principais sítios identificados na área da Serra do Risco.

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Parque Arqueológico da Arrábida Câmaras de Sesimbra e Setúbal, Faculdade de Belas-artes e Casa de Calhariz assinam protocolo

Por Jornal Rostos

Promover a recolha de informação científica para a criação de um Parque de Pré-história na Serra do Risco é o objectivo de um protocolo que vai ser assinado no dia 12 de Setembro pelas Câmaras Municipais de Sesimbra e Setúbal, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Casa de Calhariz.

O acordo, que vigora até final de 2013, prevê a realização de sondagens arqueológicas de diagnóstico na Lapa da Nazaré, Povoado da Idade do Bronze, Povoado Neolítico Final – Calcolítico dos Prados, Povoado Neolítico antigo da Roça do Casal do Meio e na Lapa da Cova, os principais sítios identificados na área da Serra do Risco.

A sensibilização da população para o projecto constitui outra das vertentes do acordo. Por esse motivo, serão realizados passeios culturais, uma exposição sobre o monumento da Roça do Casal do Meio, um ciclo de palestras, acções de educação patrimonial, em articulação com as escolas dos concelhos de Sesimbra e Setúbal, e produção de materiais de divulgação.

A participação neste projecto dá continuidade à promoção, valorização e salvaguarda do património do concelho, de que é exemplo a Carta Arqueológica de Sesimbra, publicada em 2009.

PROJECTO

No decorrer do projecto da carta arqueológica de Sesimbra, foi identificado um vasto complexo arqueológico da Idade do Bronze (cerca de 1200 a.C.), cuja evidência de maior escala é o Povoado do Risco, na Serra da Arrábida, com cerca de 100 hectares, tornando-o num dos maiores povoados, deste período, na Europa. Os projectos de investigação da carta arqueológica de Sesimbra e da carta arqueológica de Setúbal, este último ainda a decorrer, têm permitido compreender os momentos, as estratégias de ocupação e o aproveitamento dos recursos do Homem nesta região. Hoje, este legado patrimonial, deve ser visto como um recurso de grande potencial não apenas cultural mas também económico.

Deste modo, e considerando as valências inerentes ao projecto, propôs-se a criação do Parque Arqueológico da Arrábida. Trata-se de um equipamento cultural, que, por um lado, pretende reconstruir estruturas de habitat dos diferentes períodos de ocupação da Arrábida, nomeadamente o Mesolítico, o Neolítico, o Calcolítico e a Idade do Bronze (centrando-se sobretudo no Neolítico e na Idade do Bronze), e, por outro lado, criar ateliers de tecnologias desses mesmos períodos, como o talhar da pedra, o fogo, a cerâmica, a pintura, os metais, a cestaria, a tecelagem, as actividades agro-pastoris, entre outros.

Este Parque terá ainda outras valências:
• Exposições sobre a Origem do Homem e os períodos representados;
• Visitas educativas ao património natural e geológico, proporcionando o conhecimento da flora e da fauna locais, dando particular ênfase à observação de aves;
• Desenvolvimento de uma quinta pedagógica da pré-história.

Este projecto é o resultado de um processo de investigação contínua, co-financiado pelas autarquias de Sesimbra e de Setúbal, e protocolado entre estas e a Faculdade de Belas-artes da Universidade de Lisboa/Centro de Investigação e Estudo em Belas-artes, e a Casa do Calhariz.

Com o Parque de Arqueologia da Arrábida pretende-se:

1.Criar um novo pólo de atracção de turismo cultural na região;

2. Manter a paisagem preservada e controlada criando uma estrutura que vive da preservação dessa mesma paisagem;

3. Fomentar, directa ou indirectamente, a criação de novos postos de trabalho alguns dos quais altamente qualificados;

4. Desenvolver um novo produto cultural, pedagógico e turístico, o qual se constitui como mais uma oferta para os empreendimentos turísticos em desenvolvimento;

5. Recriar o espaço ajudando a compreender as estratégias de ocupação que foram utilizadas pelos diferentes povos que se instalaram no lugar; como era feita a gestão dos recursos disponíveis; e como eram valorizados os diversos elementos da paisagem;

6. Sendo um projecto pioneiro e inovador irá criar uma sinergia positiva na região.

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