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Fundos Documentais da História dos Ferroviários no BarreiroVão ser tratados e organizados pelos serviços do Município

A Câmara Municipal do Barreiro assinou um Protocolo que prevê o tratamento e organização dos fundos documentais relacionados com a História dos Ferroviários no Barreiro.

A parceria envolve, além da Autarquia, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, o Grupo Desportivo Ferroviários, o Instituto dos Ferroviários e o particular Helder Madeira.

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Fundos Documentais da História dos Ferroviários no Barreiro Vão ser tratados e organizados pelos serviços do Município

Por Jornal Rostos

A Câmara Municipal do Barreiro (CMB) assinou, ao final da tarde de ontem, quinta-feira, 29 de Setembro, na Sala de Sessões dos Paços do Concelho, um Protocolo que prevê o tratamento e organização dos fundos documentais relacionados com a História dos Ferroviários no Barreiro. A parceria envolve, além da Autarquia, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, o Grupo Desportivo Ferroviários, o Instituto dos Ferroviários e o particular Helder Madeira.

Na sessão de assinatura marcaram presença o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, o Vice-Presidente da Direcção do Instituto dos Ferroviários - Lar de Jovens, Rui Machado, o Vice-Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, José Camacho da Silva, o Presidente da Direcção do Grupo Desportivo dos Ferroviários do Barreiro, Manuel Sabino, e Hélder Madeira, na qualidade de detentor do fundo documental respeitante a seu avô José Nobre Madeira.

Preservação da memória é “um dever”

O “Barreiro é uma terra de ferroviários muito marcada pelos trabalhadores ferroviários, indústria ferroviária, associativismo ferroviário”, reconheceu o Presidente da CMB, após a assinatura do documento.

“Honorabilidade”, “orgulho” e “satisfação” foram palavras que Carlos Humberto de Carvalho associou à classe que tanto marcou e marca o Concelho. A ferrovia deve continuar a ser um factor de desenvolvimento, frisou, salientando inúmeras vantagens, entre as quais a ambiental. E, assim, desejou que este meio de transporte do passado “nos leve ao futuro”.

A preservação da memória é, disse, “um dever”, uma manifestação de “respeito”. O Presidente recordou, nesta matéria, a “Rota do Trabalho e do Património Industrial”, desenvolvida no Município, que, disse, deve ser materializada, em papel ou através de meios tecnológicos.

Cláusulas do Protocolo

“A Câmara Municipal do Barreiro, ciente da importância da sua [fundos documentais] preservação como parte essencial da identidade histórica da cidade, numa linha de boa colaboração institucional, propõe-se proceder ao tratamento e inventariação dos mesmos, contribuindo assim para o seu conhecimento e divulgação”, “disponibilizando os meios humanos com os conhecimentos e os recursos técnicos necessários à sua prossecução”, explica o documento.

“Considerando que as instituições e entidades acima referenciadas [as partes envolvidas no Protocolo] possuem fundos documentais produzidos ao longo de 150 anos, relacionados com a actividade ferroviária que desde então tem marcado a história do concelho do Barreiro; Que tais fundos, enquanto testemunhos da memória individual e colectiva dos ferroviários constituem elementos significativos da memória da cidade; Que estes fundos se encontram dispersos, o que os torna pouco acessíveis aos munícipes e público interessado (…)”, enumera o texto.

A CMB propõe-se, ainda, segundo o documento, “produzir uma publicação em suporte papel ou digital, para divulgação dos fundos mencionados, disponível online através do site do Município e dos sites das respectivas entidades, se assim o entenderem”.

Na sala encontravam-se alguns exemplares das preciosidades que serão tratadas, nomeadamente, actas de reuniões - objectos com o registo manuscrito de 1932.

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