Presidente da República entregou no Casino EstorilPrémios Literários da Estoril Sol

Por Jornal Rostos
Após saudar os escritores premiados, o Presidente da República sublinhou, que “num tempo como o nosso, em que a tentação da desistência é tão frequente, continuar a investir nas Artes e nas Letras constitui um gesto que merece, seguramente, o nosso aplauso”.
E concluiu. “Saúdo, pois, os responsáveis da Estoril Sol, pelo contributo para o dinamismo e a promoção da Língua e da Literatura Portuguesas, pilares da nossa identidade e meios privilegiados de afirmação internacional”.
Por sua vez, Vasco Graça Moura salientou “que os prémios ostentam o nome de dois escritores que marcaram profundamente a literatura portuguesa do século XX”, fundamentando as escolhas do Júri a que preside.
Em relação a “Ilusão (ou o que quiserem)”, de Luísa Costa Gomes, adiantou “É um livro provocatório logo a partir do título. Dir-se-ia que a autora acentua pelo lexema Ilusão uma situação ou conjunto de situações de equívoco fundamental, ligada ao erro de percepção, ao engano, à confusão entre o falso e o verdadeiro, à própria ironia”.
Sobre “A Cabeça de Séneca”, de Paulo Bugalho, referiu “É uma obra que apresenta características singulares, muito em especial por se tratar de um primeiro romance, perfeitamente amadurecido na sua estrutura, nos seus processos e no seu sistema de referências culturais e humanas”.
Depois de receber o Prémio das mãos de Cavaco Silva, Luísa Costa Gomes afirmou que, “Um escritor define-se de muitos modos e relativamente a muitas formas de realidade, mas uma das que prefiro é aquela que o define pelos leitores que tem”.
Já Paulo Bugalho, Prémio Revelação, disse que “Os romances podem servir para ocupar a vida dos autores. O que se pretende, porém, é que ocupem, também, as vidas dos leitores. Na verdade, o romance não existe se não for lido. O romance é, naturalmente, aquilo que o leitor faz dele, e não existe antes desse encontro”.
Na abertura da cerimónia, o presidente da Estoril Sol, Mário Assis Ferreira, sublinhou que “a entrega dos Prémios Literários instituídos pela Estoril Sol coincide com um período extremamente grave da vida portuguesa, quando o País se vê confrontado com uma crise de contornos complexos que nos exigiu uma ajuda externa em circunstâncias-limite”.
“Apesar da conjuntura adversa, bem conhecida, entendeu a Estoril Sol que não deveria suspender a atribuição regular de ambos os prémios Literários, tendo presente o contributo cultural, que assumimos com orgulho, de valorizar e distinguir a melhor produção literária portuguesa”.













