Lançamento de «Caixa Baixa» em Santiago do CacémObra vencedora da VIII edição do Prémio Nacional de Conto

Por Jornal Rostos
O espectáculo contou com casa cheia. O Presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença e a Vereadora da Cultura, Margarida Santos marcaram presença em mais um evento integrado nas comemorações do Centenário do Nascimento de Manuel da Fonseca. Iniciativa a que se associou igualmente o irmão de Manuel da Fonseca, Artur da Fonseca e a viúva do escritor, Hermínia Fonseca.
“A melhor maneira de homenagear um escritor é ler a sua obra”, disse Maria do Céu Guerra caracterizando a obra do escritor como “cinematográfica porque as personagens corporizam-se como quem está a ver um filme num um grande momento de um realizador actual”.
Na iniciativa participaram várias pessoas que se juntaram à leitura em voz alta de “Seara de Vento”.
A obra, publicada em 1958, debruça-se sobre a vida de uma família alentejana de camponeses, sendo um retrato das diferenças de classes existentes em Portugal naquela época.
Depois do espectáculo que Maria do Céu Guerra considerou ser “uma homenagem colectiva ao escritor”, seguiu-se a apresentação do livro “Caixa Baixa”, de Eduardo Palaio, que venceu a última edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, entre 112 obras a concurso.
O prémio, atribuído em 2010, previa a publicação da obra, o que aconteceu agora através da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e das edições Colibri. Eduardo Palaio que já tem mais dois livros publicado, manifestou-se feliz com a concretização deste sonho, já que “Caixa Baixa “faz parte de um grande projecto que pretende dar a conhecer aos leitores - a história da tipografia desde o século XV até ao século XX.
Consciente que as dificuldades são muitas para os escritores “pouco conhecidos”, Eduardo Palaio considera que “esta edição da Câmara de Santiago tem prestigio, já que o livro é publicado com a chancela de vencedor do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca o que é um atractivo que abre alguma esperança”.
A vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Margarida Santos referiu ser um orgulho para a autarquia o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca porque dá a oportunidade a “muita gente que escreve bem neste país a sair do anonimato”.
Margarida Santos realçou ainda o empenho das edições Colibri, parceira da autarquia na edição do livro. “É para nós uma garantia de que esta obra será divulgada o melhor possível”.













