O Mundo do Trabalho na Península de SetúbalEncontros de investigadores locais em Almada
– divulgação de estudos monográficos

Por Jornal Rostos
Do vasto programa, salientamos as comunicações do investigador local Armando Teixeira, com a temática “Mesa 8, um caso de estudo no Barreiro Histórico” (25 de Novembro, 14h30), e dos técnicos da Câmara Municipal do Barreiro, Vanessa Almeida, que irá apresentar a temática “A Comissão Interna da Empresa Ideologia, Resistência e Transformação” (25 de Novembro, 16h00), Rosalina Carmona apresentará o tema “A Greve de 70 dias no Sul e Sueste. Relato na primeira pessoa” (26 de Novembro, 10h00) e Fernando Mota, com o tema “O Papel de um Coleccionador no Arquivo Municipal do Barreiro – José António Marques” (26 de Novembro, 11h30).
No dia 26 de Novembro, pelas 16h30, está previsto o visionamento do documentário “O Verão Quente de 1943”.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Universidade Popular do Porto, o Instituto de História Contemporânea e o Centro de Arqueologia de Almada.
SOBRE A INICIATIVA
Os investigadores que se debruçam sobre a acção colectiva dos trabalhadores têm optado por dois tipos de análises que Charles Tilly designaria por clínicas e epidemiológicas. Os estudos clínicos seguem as origens e as histórias de participantes particulares, sublevações, greves ou outros movimentos sociais, geográfica ou sectorialmente limitados. Os estudos epidemiológicos procuram relacionar unidades pessoas, estruturas, comunidades, etc. envolvidas num determinado movimento. A articulação destas abordagens é rara e complexa mas indispensável para a reconstrução
histórica da formação da classe operária. É fundamental relacionar a riqueza das monografias com as propriedades comuns de vários casos de estudo.
Esta linha de análise conduz ao cruzamento de diferentes abordagens e metodologias, com o objectivo principal
de conferir legibilidade aos traços gerais do processo histórico decorrente do desenvolvimento económico, da
emergência de comunidades operárias e da germinação de um movimento e de uma cultura autónomos dos trabalhadores. Comparando a experiencia de diferentes áreas durante períodos consideráveis de crescimento urbano e industrial é possível, não negligenciando as variações regionais e locais e as peculiaridades dos casos individuais, fazer emergir as uniformidades.
Com efeito, não obstante as características próprias de cada estrato da classe trabalhadora, de cada sector industrial, de cada comunidade ou região; se enquadrarmos temporalmente as realidades sociais estruturantes que as caracterizam observamos um processo evolutivo, no qual se constata a construção de uma identidade, de uma memória colectiva, que progressivamente distingue um grupo que se assume, identifica e actua como classe.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do e-mail encontrosinvestigadoreslocais@gmail.com.













