Saltar para o conteúdo
Moldura

Na era do digital, o uso do livro contra a correnteContador de Histórias dá por estes dias um conjunto de acções de formação

Numa época marcada pelos mais diversos suportes digitais, haverá ainda espaço para o clássico livro em papel? A resposta de Filipe Lopes é positiva e mostra como aquele pode ser um eficaz instrumento de trabalho, contra a corrente e até, contra a “crise”. Por isso, o fundador do Grupo o Contador de Histórias dá por estes dias um conjunto de acções de formação onde mostra as potencialidades e as formas possíveis de o utilizar

3 min de leitura
Na era do digital, o uso do livro contra a corrente Contador de Histórias dá por estes dias um conjunto de acções de formação

Por Jornal Rostos

Lagoa e Esposende vão ser os locais escolhidos para estas iniciativas que se destinam não só a técnicos e professores como também aos próprios pais.
Em Lagoa, nos dias 16 e 17 de Novembro, em ambos as datas a partir das 16 horas, decorrerão na Escola EB23 Jacinto Correia sessões de “Educação para a leitura – abordagem para mediadores”. Essencialmente dirigida a professores e técnicos, aborda diversas práticas para animação de leitura não esquecendo a importância da colocação de voz, da expressividade e da linguagem não verbal.

Esposende acolhe a 24 de Novembro a acção “O livro e o conto da educação ambiental”, a partir das 18h30 na Biblioteca da Escola EB23 António Correia de Oliveira. Através de muitos exemplos práticos, sempre com muitas obras na mala de viagem, Filipe Lopes aponta as diversas potencialidades destes instrumentos na difusão do respeito pelo meio ambiente, tendo em conta o poder de persuasão das crianças junto dos seus pais. Sendo autor de “A história do Zeca Garro”, uma obra direccionada para a protecção de uma espécie animal protegida e um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, todo o processo criativo para a concepção da história e o cuidado colocado na produção do livro de forma sustentável serão motivos de debate.

No dia seguinte, 25 de Novembro é a vez dos pais, educadores e outros interessados participarem na “Oficina de sobrevivência para pais contadores de histórias”. Às 19 horas, na Biblioteca Escolar da EB1/JI de Curvos (Esposende) tenta-se olhar para o mundo das histórias e da imaginação pelo prisma das crianças como forma de conseguir encontrar a fórmula ideal (às vezes mágica) de chegar até eles. Aborda-se a utilização do livro em papel e dos recursos digitais, deixando diversas pistas para, em tempo de orçamentos familiares mais reduzidos, criar animação e divertimento dentro de casa com a memória e com os velhos livros empoeirados de infância dos próprios pais.

Todas estas acções serão desenvolvidas por Filipe Lopes, fundador do Grupo O Contador de Histórias e multifacetado promotor cultural. Em cerca de 15 anos de trabalho na área é responsável por mais de 2000 sessões de promoção de leitura, dentro e fora do país, trabalhando todas as faixas etárias através da narração oral, de recitais poéticos e acções de formação. Particularmente interessado na utilização deste meios para a educação para a cidadania tem mantido colaborações com entidades como a Comissão Nacional de Crianças e Jovens ou a Fundação do Gil, tendo dirigido parte do seu trabalho para acções com grupos como as crianças em internamento hospitalar e os reclusos em estabelecimentos prisionais.

As sessões de formação têm o preço por participante de 10€ e requerem inscrição prévia, através das respectivas escolas ou pelo site www.ocontadordehistorias.com.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção