Alunos do Barreiro aprendem a escrever com pena
A “Escrita com pena, Scriptorium Medieval” foi dirigida por Fernando Mota, técnico do Arquivo Municipal, e insere-se nas atividades de animação deste serviço, da Câmara Municipal do Barreiro, vocacionadas para o público escolar.

Por Jornal Rostos
Fernando Mota contou que a escrita com pena surgiu há mais de 2.000 anos, no tempo dos romanos, quando estes escreviam em papiro.
Mostrou-lhes dois tipos diferentes de penas: de pato e de peru. Explicou que estas eram muito resistentes e, para poderem ser utilizadas na escrita, eram afiadas com uma faca, para criar o bico.
Demonstrou que a tinta tinha de ser feita com recurso a minerais que só se encontravam em determinados locais. A cor castanha “arranjava-se com facilidade na Península Ibérica, enquanto que a tinta vermelha só existia na Índia”. Explicou que o navegador Vasco da Gama “não trouxe para Portugal só especiarias, mas também tintas”.
Contou que a escrita com pena evoluiu para a escrita com utilização da caneta de aparo e só “há cerca de 60 anos apareceu a esferográfica”, referiu.
Mãos à Obra
O desafio foi lançado. Chegou a hora de todos experimentarem escrever e desenhar com pena, numa folha A4.
Antes de passarem à prática, Fernando Mota, com recurso a um almofariz de loiça, misturou o mineral em pó com água, dando origem à cor castanha.
Explicou, ainda, algumas técnicas, tais como a melhor forma de segurar na pena, escrever devagar (tal como escreviam os monges copistas na Idade Média) e não colocar a pena no tinteiro, mas sim em cima da mesa com o bico para cima.
Dezenas de nomes e desenhos foram, cuidadosamente, criados. Castelos, espadas, princesas, ou flores surgiram nos papéis de todas as crianças.
Refira-se que a aula foi dada na presença das professoras de música e religião e moral.
Recorde-se que esta ação já se realiza nas escolas há oito anos e insere-se no calendário de atividades de animação desenvolvido, ao longo do ano letivo, nas escolas do Concelho.
CMB













