Cidadãos do Barreiro na Assembleia MunicipalSaber e Cultura são o obstáculo maior à arrogância dos poderes

Por Jornal Rostos
Divulgamos o texto integral da intervenção de Armindo Fernandes na Assembleia Municipal do Barreiro:
Senhor Presidente, senhores e senhoras vereadoras, demais representantes autárquicos e público presente : O tema que aqui me traz é do interesse de todos, independentemente da camisola que vestem.
Representando um movimento de cidadãos que em todo o país se tem manifestado, cujos princípios estão consignados no “MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA”, de que vos deixo um exemplar, ao qual os cidadãos do Barreiro não ficaram indiferentes e sentiram convictamente a vontade de o apoiar e participar ativamente.
As iniciativas consignadas no MANIFESTO têm como objeto:
▪ Denunciar a situação de catástrofe, social, cultural e civilizacional que as políticas de austeridade do Governo e da Troika estão a provocar;
▪ Afirmar na rua a exigência de mais investimento na cultura, da nossa meta imediata de 1% do Orçamento do Estado para a Cultura, tendo como objectivo a atingir gradualmente, 1% do PIB para a Cultura;
▪ Exigir o cumprimento da Constituição da República no que toca às garantias pelo Estado de um serviço público de cultura e do livre acesso à criação e fruição culturais.
Sendo que a CULTURA é um somatório de valores, costumes e tradições, a CRIAÇÂO, admiração e divulgação cultural são os alicerces da formação identitária e coesão social de uma sociedade que se quer mais livre onde o SER é também PERTENCER.
Ora o SABER E A CULTURA, são o obstáculo maior à arrogância dos poderes eivados de autoritarismo bacoco, disfarçado, mas sempre à espera de uma oportunidade que, normalmente, lhe é proporcionada por crises geradas pelo poder financeiro.
O país não tem Ministério da CULTURA pela importância que para eles (governo) isso significa, mas um governo não é uma nação, por isso aos eleitos pela população deste concelho a quem compete, naturalmente, a defesa dos interesses dos munícipes, pugnar pela defesa da cultura é um dever, nas suas diversas vertentes , do património material e imaterial, das tradições populares, tal como apoiar a criação artística. Face ao que nos é dado a entender, das ameaças ao FUTURO, exige-se uma tomada de posição face a atual situação da CULTURA, mas também contra todos os tipos de austeridade que ameaçam os direitos das populações, visando a mercantilização e consequente elitização da CULTURA.
Por isso O Manifesto em defesa da Cultura apela a todos os cidadãos, trabalhadores da cultura e das artes, a todas as estruturas de criação e produção culturais que partilham e lutam por estes objetivos, que se juntem a nós nesta luta, participando nas suas diversas iniciativas locais.
PELA PLENA IGUALDADE DE DIREITOS E DEVERES, NUMA SOCIEDADE MAIS LIVRE E JUSTA.
BEM HAJA
Armindo Fernandes













