Apresentação de livro de Francisco Ceia em Alcácer do SalAbertura de exposição de Micéu no próximo fim-de-semana

Por Jornal Rostos
“Jogo de janelas” é uma obra das Edições Colibri em que o autor, “qual peregrino da vida e do mundo, constrói uma narrativa feita de muitas histórias e entrelaça e entretece a literatura com a poesia, num vocabulário rico pleno de ironia, de burlesco e de humor de fino recorte, relatando histórias de verdade, adocicadas de ficção literária, numa originalidade deveras surpreendente”. [Fernando Mão de Ferro].
Francisco Ceia, autor e intérprete com diversas obras musicais editadas, mas também ator, inicia uma nova faceta da sua vida artística com este livro, juntando a palavra escrita ao seu diversificado e extenso currículo, iniciado em 1976, altura em que integra, como ator profissional, o CENDERV – Évora.
Já no que toca à pintura de Micéu, esta é caracterizada pelo domínio da cor à qual associa frequentemente diversas texturas que despertam sensações e não deixam ninguém indiferente.
A autora apresenta no Torrão, vila na qual tem fortes ligações familiares, um total de 36 obras que retratam precisamente aquela localidade do concelho de Alcácer do Sal, o seu modo de "Ver e sentir alentejano"... o seu olhar sobre o Torrão.
Micéu nasceu em Moçambique em 1952, é Licenciada em Ciências da Educação e Design de Interiores e Equipamento Geral do I. A.D.E., foi Professora de Educação Visual no Ensino Oficial e está representada em colecções particulares em diversos países.
Participou já em diversas exposições individuais e coletivas e foi premiada com sete Medalhas de Prata nacionais e internacionais na “Academie Européenne des Arts” de Paris e Bélgica, uma Medalha de Bronze Internacional na “Academie Européenne des Arts” da Bélgica e dois Diplomas com Menção Especial da “Academie Européenne des Arts”, na Bélgica.
“A pintura de Micéu está revestida de veemência. Fazendo uso de uma paleta repleta de tons, transforma telas em manifestações de vontade e de entusiasmo, como se sacudisse para fora da armação o que desfeia, aborrece, encoleriza, afasta. Os seus quadros são espaços de prazer, de gozo, de divertimento. As cores fortes e marcantes parecem ganhar vida, mesmo quando não preenchem a superfície de corpos, rostos, casas, troncos de árvores. Porque não precisam. Ganham realidade, abstendo-se do enquadramento figurativo. Ganham existência, cobrindo-se de fantasia. Nesse espaço de traço possante e cores apelativas, nasce um campo ficcionado, em que tudo parece possível, porque é a imaginação que faz as regras e, como é sabido, esse é um território em que se apresenta moderada”. Elisabete Lucas (Critica de Arte) in: “Prospero International Art Book”-2012- pag.58
A exposição pode ser apreciada até ao dia 23 de novembro, entre as 09h00 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00, de 2ª a 6ª feira e no 1º e 3º sábados do mês.
Fonte - CMAS













