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BARREIRO - APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA ROTA DO TRABALHO E DA INDÚSTRIA«Não temos Castelos, mas temos Chaminés»

“A Rota do Trabalho e da Indústria do Barreiro pretende contar uma história. Uma história com muitos anos, muitas personagens. Muitos foram heróis… está nas nossas mãos continuar a escrevê-la”, são as palavras introdutórias do filme de apresentação projetado no início da sessão.

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BARREIRO - APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA ROTA DO TRABALHO E DA INDÚSTRIA «Não temos Castelos, mas temos Chaminés»

Por Jornal Rostos

Divulgar o importante conjunto patrimonial existente no Concelho é o objetivo da Rota do Trabalho e da Industria do Barreiro apresentada publicamente, hoje, 24 de novembro, no Museu industrial do Barreiro a uma plateia composta por dezenas de pessoas, entre as quais o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, vereadores Sofia Martins, Regina Janeiro, Carlos Moreira e Rui Lopo, autarcas do Concelho do Barreiro, historiadores, investigadores, professores e representantes das mais diversas entidades oficiais, tais como o parque empresarial “Baía do Tejo”, a Escola de Fuzileiros, os Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, a Delegação Marítima do Barreiro e representantes ligados ao Roteiro das Minas e pontos de interesse mineiro e geológico de Portugal.

“A Rota do Trabalho e da Indústria do Barreiro pretende contar uma história. Uma história com muitos anos, muitas personagens. Muitos foram heróis… está nas nossas mãos continuar a escrevê-la”, são as palavras introdutórias do filme de apresentação projetado no início da sessão.
Este trabalho faz-nos “viajar” ao passado do Barreiro, iniciando na pré-história, com o surgimento do povoamento salineiro na ponta da Passadeira, passando pelo Campo Arqueológico da Mata da Machada, o Complexo Real de Vale de Zebro, a Real Fábrica de Vidros, a Mina do Azougue de Coina, os fornos de cal de Palhais e Coina, os moinhos de maré e de vento do Concelho. Destaca a muleta (barco tradicional), as vinhas no Lavradio e o vinho “Bastardinho”, o surgimento do caminho-de-ferro, das corticeiras, da Companhia União Fabril – CUF (que transformou o Barreiro num dos principais núcleos industriais da Península Ibérica), o caso do Padre Himalaya (singular inventor), e o importante papel do associativismo barreirense.
A concluir, fica a homenagem: “Milhares e milhares de barreirenses construíram a História e as Estórias que compõem esta Rota do Trabalho e da Indústria do Barreiro”.

Não temos castelos, mas temos chaminés, a ponta da passadeira, a Real Fábrica de Vidro de Coina, os fornos de cal, os moinhos de maré e vento, o património ferroviário, a Casa Museu Alfredo da Silva, entre outros locais de grande interesse patrimonial”, ressalvou o Presidente Carlos Humberto de Carvalho.

Em sua opinião, o futuro do Barreiro tem de ser baseado no que foi o seu passado. “Temos de ter a capacidade de trazer para o Barreiro a criação de riqueza. Um Barreiro de emprego, de desenvolvimento económico e de ligação ao rio”.
Para 2013, anunciou a realização das obras que irão requalificar o Moinho de Maré Pequeno, e ressalvou o papel produtivo da empresa Fisipe, em relação ao trabalho com precursores de fibra carbono, para a indústria de aviação, um “produto de grande importância económica”.
Em relação ao património ferroviário, o autarca informou que tem sido discutido com os governantes a sua preservação, no sentido de fomentar o desenvolvimento económico.

A concluir deixa a ideia de que a Rota está em construção e necessita do contributo de todos.

“Temos de dar a conhecer os grandes tesouros escondidos”

Esta Rota é para a Vereadora Regina Janeiro uma homenagem ao Barreiro e aos barreirenses e pretende valorizar tudo o que o Barreiro foi e o que pretende ser no futuro. Segundo a autarca “temos de dar a conhecer os grandes tesouros escondidos”.

Esta Rota envolve a criação de uma imagem de marca, de uma brochura, de um filme e de várias ferramentas pedagógicas que “serão distribuídas pela comunidade educativa”.

Anunciou que estará disponível a partir da próxima semana um Fundo de História Oral do Barreiro – “FHORAL” (testemunhos de pessoas que trabalharam no Barreiro e fizeram desta Terra uma referência no panorama nacional), nas Reservas Museológicas do Barreiro. Este trabalho estará acessível, especificamente, a historiadores, estudantes, investigadores e jornalistas.

Regina Janeiro informou que estão a ser procuradas parcerias com empresas, Baía do Tejo, REFER, Escola de Fuzileiros, entre outras.

Anunciou para 2013, uma grande exposição itinerante e a dinamização do Campo Arqueológico da Mata da Machada.

Protocolo com Centro de História Além – Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

A CMB prepara-se para assinar um Protocolo com o Centro de História Além – Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (aprovado por unanimidade na Reunião Pública de 21 de novembro) que terá como objetivo o estudo, identificação e valorização do Património Histórico e Arqueológico do Concelho do Barreiro, em particular o de épocas medieval e moderna.

Os objetivos gerais passam pela identificação, classificação e estudo do património arquitetónico e arqueológico do Concelho do Barreiro; desenvolvimento de investigação integrada das fontes escritas, artísticas e arqueológicas relacionadas com a história do Barreiro nas épocas medieval e moderna; valorização e aproveitamento cultural turístico-cultural do património do Barreiro, através da sua divulgação e participação da comunidade.

Como objetivos específicos pretende-se uma colaboração entre estas duas entidades no sentido de possibilitar a realização de trabalhos arqueológicos, como levantamentos, sondagens, escavações e salvamentos; elaboração de estudos de caráter histórico, artístico e arqueológico; organização de eventos, nomeadamente conferências, congressos e curso; desenvolvimento de soluções de valorização, divulgação e musealização do património concelhio e edição de textos de divulgação e de carácter científico relativos ao património e à história do Concelho.

De referir que para além desde protocolo, e segundo Carlos Humberto de Carvalho estamos a fazer vários contatos ao nível universitário e com várias entidades proprietárias de património.

A sessão contou com a atuação de Quarteto de Jazz liderado por Beatriz Nunes (professora da Escola de Jazz do Barreiro e a nova voz dos Madredeus).

No final houve, ainda, oportunidade para ficar a conhecer o filme “Gazoline” premiado no SAL | Surf At Lisbon Film Fest, e finalista do Festival de Cannes.

Fonte - CMB

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